Regiões com mais indivíduos e maior vulnerabilidade

As regiões brasileiras que possuem mais crianças e adolescentes na faixa entre 0 e 19 anos são, também, as que lideram os principais indicadores negativos listados pela Fundação Abrinq no documento.
O Norte, por exemplo, que possui 36,6% da população dentro dessa faixa etária, é o primeiro em rankings como domicílios sem esgotamento sanitário, população vivendo em favelas, gravidez na adolescência, entre outros problemas.
A região é campeã, ainda, na taxa de mortalidade infantil (12,4 por cada mil nascidos vivos) e terceiro colocado na lista de regiões brasileiras com municípios sem centros culturais.
“Nós temos observado isso ao longo dos últimos anos. Essas regiões com maior número de crianças e adolescentes são as que têm maior vulnerabilidade social e, consequentemente, mais pobreza”, afirma a administradora-executiva da Fundação Abrinq, Heloísa Oliveira.

Nordeste

O Nordeste, destaca ela, é vice-líder nesse ranking, também destacando-se pelo mau desempenho em indicadores sociais medidos pelo Cenário da Infância e da Adolescência.
A região concentra, por exemplo, a maior proporção de homicídios de crianças e
jovens por armas de fogo, de acordo com dados do levantamento da Abrinq.
“A publicação mostra que 18,4% dos homicídios cometidos no Brasil em 2015 vitimaram a população de menores de 19 anos. Pouco mais de 80% desses casos ocorreu pelo uso de armas de fogo. E os números do Nordeste superam a proporção nacional em 5,4 pontos percentuais”, destaca Heloísa Oliveira. (atarde)

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