Acusado de matar cigano para se livrar de dívida é preso com carro roubado

O comerciante Jailton Carvalho Santos foi preso com dois carros roubados, nesta segunda-feira (24). Ele já havia sido preso em setembro de 2014 e foi condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato do cigano Jair Ferraz de Almeida, mas conseguiu fugir da Penitenciária Lemos Brito, em novembro de 2016.
Jailton matou o cigano para não ter que pagar uma dívida que tinha com a vítima, mas a morte de Jair desencadeou uma série de homicídios na família de Jailton. Entre os mortos estão os irmãos gêmeos Cézar Silvio e Silvio Cézar Carvalho Santos, em agosto de 2016.
A Justiça emitiu um mandado de prisão para Jailton depois que ele fugiu da penitenciária e, por isso, ele estava sendo procurado. Nesta segunda-feira (24), investigadores da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) e do setor de inteligência da Polícia Militar ficaram de campana para prender alguns suspeitos de envolvimento no roubo de carros.
Os policiais conseguiram prender três homens em dois carros roubados. Eles
foram identificados como Lázaro Magno da Silva Alcântara, 29 anos, Felipe Bitencourt de Araújo, 36, e Jailton, mas no momento da prisão, Jailton apresentou um documento falso para tentar despistar os policiais. A tentativa não deu certo e ele foi identificado na Delegacia.
Os três suspeitos estavam com um carro Citroen C4 de placa clonada e uma picape Mitsubishi Triton L-200. O Citroen foi roubado no dia 11 de abril deste ano, em Feira de Santana, e a Mitsubishi no dia 22 do mesmo mês, em Conceição do Jacuípe. Os três homens estão sendo ouvidos pelo delegado na noite desta segunda-feira.

Ciganos

O cigano Jair foi morto em agosto de 2014. Em depoimento, Jailton disse que ele e a ex-companheira, a professora primária Nilda Maria Fiuza, 52, passaram a ser pressionados pelo cigano para saldar a dívida de um empréstimo. O casal já havia pago R$ 43 mil, mas o agiota exigia mais R$ 79 mil. Jair chegou a exigir a casa da professora, avaliada em R$ 400 mil, como pagamento.
No dia do crime, Jailton atraiu a vítima até a loja dele, na Avenida Mario Leal Ferreira (Bonocô). O cigano chegou ao estabelecimento e depois eles seguiram para o município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Ao chegar em um trecho da BR-324, Jailton sacou um revólver calibre 38 e efetuou dois disparos contra o cigano, que morreu no local.
Após o crime, parentes de Jailton foram sequestrados, torturados e tiveram os corpos carbonizados. A família do cigano negou que os crimes fossem represálias pela morte de Jair, mas a polícia suspeita que o irmão dele, o também cigano Gilmar Ferraz de Almeida, esteja envolvido nos homicídios. Ele está sendo procurado.
As primeiras mortes aconteceram no mesmo dia da morte de Jair. A professora Nilda, e os jovens David Soares Santos, 19, e Uanderfon Alves dos Santos, 23 - filho e sobrinho de Jailton, respectivamente - foram sequestrados e torturados antes de serem mortos. Os dois primeiros corpos foram encontrados no município de Amélia Rodrigues, no Recôncavo da Bahia, e o de Uanderfon na cidade de Dias D'Ávila, na Região Metropolitana. Todos foram carbonizados.
Dois anos depois, em agosto de 2016, os gêmeos Cézar Sílvio e Sílvio Cézar Carvalho Santos, irmãos de Jailton, também foram assassinados. O crime aconteceu no bairro de Cosme de Farias, em Salvador. Eles foram surpreendidos por dois homens em uma motocicleta na Baixa do Tudo e mortos a sangue frio. (correio24horas)

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