O portal Tribuna do Recôncavo conversou com alguns cadeirantes que curtiram o penúltimo dia da Festa de São João em Santo Antônio de Jesus. Um deles foi Caio Andrade, 27 anos, residente em Sete Portas, Salvador. “Estou gostando, estou feliz e está muito organizada”, disse.
O santoantoniense Valdeir de Oliveira, 28 anos, residente no Bairro Santa Teresinha (Clube dos Mil), ficou com boas impressões do evento. “Está show demais, a organização está beleza, principalmente esta área restrita que disponibilizaram pra gente enfrente ao palco. É uma área especial onde tem uma segurança maior para curtirmos a festa”, compartilhou.
Vítima de um disparo de arma de fogo durante um assalto em 2011, Valdeir aconselha outros cadeirantes a buscarem o lazer. “Deus deu uma nova oportunidade para nós vivermos e, se ele deu a oportunidade, não é para a gente ficar trancado dentro de casa. O que importa é viver, o resto é o resto”, defende.
Risomar dos Reis, 34 anos, residente no Bairro Nossa Senhora das Graças em SAJ, vem à festa há uma década e também avalia bem a acessibilidade. “Maravilhosa, acessibilidade perfeita. Já curto aqui há uns dez anos e esse está sendo um dos melhores [eventos]”, definiu.
Outro veterano do São João de Santo Antônio de Jesus, Gilberto Júnior, 33 anos, comparou a edição atual da festa com a dos anos anteriores. “Perfeita. A cidade mudou, então foi mais organizada a festa, com mais acessibilidade para os cadeirantes”, opina.

Considerado exemplo de obstinação por ter concluído a graduação de Enfermagem, Júnior é hoje auditor em hospitais de Alagoinhas e Salvador. Júnior que casou recentemente com a assistente administrativa, Naiana Mota, considera que as pessoas com alguma deficiência devem seguir em frente. “Quem te limita é você mesmo. Nada de sua vida limita você, a vida sempre segue em frente”, acredita. (Viviane Silva/Tribuna do Recôncavo)/ Fotos Barriga Noticias