Estado Islâmico reivindica autoria de atentado em Barcelona

O Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta quinta-feira, através da agência Amaq, a autoria do atentado em Barcelona, na avenida La Rambla, calçadão turístico no centro da cidade. Uma van branca avançou sobre a calçada e atropelou vários pedestres. A polícia espanhola trata o episódio como atentado terrorista e ativou o protocolo de segurança para situações deste tipo. Segundo o governo da Catalunha, o atropelamento deixou 13 mortos e ao menos cem feridos (15 deles em estado gravíssimo).
Segundo o governo da Catalunha, o atropelamento deixou 12 mortos e ao menos 80 feridos (15 deles em estado gravíssimo). Serviços de emergência pedem que as pessoas não cheguem perto da Praça da Catalunha. A área foi fechada e os estabelecimentos comercias da região estão sendo esvaziados. Duas pessoas foram presas, segundo o governo regional. Um dos autores teria
sido morto em uma troca de tiros com a polícia, em Sant Just Desvern.
Segundo a mídia local, o motorista teria fugido a pé. A polícia também desmentiu relatos da mídia local de que até dois homens armados estavam escondidos em um bar. De acordo com o jornal "La Vanguardia", os autores do ataque teriam alugado uma segunda van com o objetivo de fugir após o atropelamento. O jornal espanhol "El País" disse que a polícia de Barcelona informa que o autor do crime, segundo áudio obtido com a corporação, é um homem de 1,70 metro de altura, vestido com camisa de cor branca com listras azuis.
Os policiais esvaziaram os arredores da Praça da Catalunha uma das extremidades da avenida e estabeleceram um perímetro de 200 metros, segundo a AFP. Aproximadamente 600 pessoas estão se abrigam em igrejas e restaurantes que fecharam as portas próximos ao local do atentado. O presidente do governo da Catalunha, Carles Puigdemont, pediu por "máxima cautela" após o ataque.
O atropelamento, ocorrido às 17h05m, num horário de grande movimento, provocou intensa correria. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra vários pedestres fugindo em desespero pelas ruas da cidade. Outro vídeo mostra um homem no chão sendo socorrido por pessoas a sua volta.
As pessoas começaram a correr, mas nós não sabíamos o que estava acontecendo. Havia muitas pessoas correndo. Então os policiais começaram a seguir pessoas. Estávamos perdidos, corríamos com três bebês e nos escondemos num restaurante próximo afirmou a testemunha Daniela Goicoechea, que andava pelo local com três crianças de um, dois e três anos no momento do atentado.
Estava indo muito rápido, sem se importar com quem estava no caminho relatou Lourds Porcar, outra testemunha, à TV3.
O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, afirmou no Twitter que está em contato com autoridades depois do incidente. A Casa Real da Espanha condenou o ataque no Twitter:"São uns assassinos, simplesmente uns criminosos que não vão nos aterrorizar. Toda a Espanha é Barcelona. Las Ramblas voltarão a ser de todos", disse a Casa Real.
La Rambla é uma região turística onde está localizada a mais famosa avenida de Barcelona, La Rambla, que liga a famosa Praça Catalunha ao monumento de Cristovão Colombo, no porto de Barcelona.
Embora detalhes completos sobre o incidente ainda não estejam disponíveis, desde de julho de 2016 veículos têm sido usados para atropelar multidões em uma série de ataques militantes na Europa, deixando bem mais de 100 mortos em Nice, Berlim, Londres e Estocolmo.
Nas últimas semanas, pichações com ameaças contra turistas apareceram em Barcelona, que atrai ao menos 11 milhões de visitantes por ano. (extra)

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