Falta de fiscalização e manutenção são principais causas da baixa durabilidade de estradas no Brasil

A falta de recursos para obras de construção, fiscalização e manutenção é a principal causa da baixa durabilidade das rodovias brasileiras, aponta estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
De acordo com a entidade, o Brasil ocupa o 111º lugar em um ranking com 138 países feito pelo Fórum Econômico Mundial e que mediu a qualidade das rodovias.
Na média, diz a CNT, o pavimento aqui é projetado para durar entre 8 e 12 anos, enquanto nos EUA, que ocupa o 13º lugar no ranking, a malha é projetada para durar cerca de 25 anos.
Ao projetar rodovias para durar menos, o Brasil faz com que o custo de construção delas seja mais baixo. Entretanto, problemas como a falta de manutenção fazem, geralmente, com que elas comecem a apresentar problemas antes do previsto e durem menos, diz a CNT.
Além disso, a necessidade de fazer obras para corrigir esses problemas acabam, no final, encarecendo essas rodovias.
Segundo a CNT, 12,3% das rodovias brasileiras são pavimentadas, o equivalente
a 211.468 quilômetros.
O desgaste, diz o estudo, é a principal deficiência encontrada no pavimento das estradas brasileiras sob gestão pública e cresceu nos últimos anos: entre 2004 e 2016, o percentual de trechos desgastados passou de 13% para 49%.
"Enquanto isso, o índice de pavimento perfeito no país caiu de 48% para 32%, no mesmo período, também na gestão pública", diz a CNT.

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