Multidão acompanha missa de 7º dia pelas vítimas da tragédia em Mar Grande

Vestidos de branco, amigos e familiares das vítimas da tragédia que deixou ao menos 19 pessoas mortas, após um barco virar na Baía de Todos-os-Santos, lotaram a matriz da paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Mar Grande, no município de Vera Cruz, na noite desta quarta-feira (30), para a missa de 7º dia das vítimas. A igreja ficou tão cheia, que muitas pessoas tiveram que assistir à missa do lado de fora.  Além das 19 mortes confirmadas, uma adolescente de 12, que estava na lancha, segue desaparecida.  A cerimônia religiosa, que começou às 18h30 e foi presidida pelo arcebispo Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger contou ainda com a presença de policiais militares e do prefeito de Vera Cruz. A Missa foi encerrada por volta das 19h50.  Durante a cerimônia, pessoas da comunidade entraram na igreja carregando pão, uva e 19 rosas, lembrando as 19 vítimas. Dom Murilo pegou as rosas e colocou em um vaso, no altar.  "Não foram só os familiares atingidos nessa hora. Temos que dar uma palavra de esperança. A dor é de todos. Temos que tirar a ideia de que Deus quis isso. Deus não quer tristeza, sofrimento, desgraça de ninguém. Ele quer alegria. Ele nos possibilita tirar o bem do mal. Ou como diz Paulo aos Romanos, tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus", disse Dom Murilo. Antes de começar a missa, integrantes da igreja católica leram os nomes e idades das 19 vítimas. Alguns familiares usaram camisas para homenagear os entes queridos que morreram no acidente.  Entre as pessoas que participaram da cerimônia estavam Lorena Pita e Marta Conceição, duas sobreviventes da tragédia.  Lorena, de 19 anos, é estudante de fisioterapia e estava fazendo a travessia para ir para a faculdade. Ela disse que estava na embarcação com a prima, mas conseguiu sobreviver porque sentou na parte de cima do barco.  "Foi Deus quem me salvou, porque foi horrível sair dali, foi horrível. Ela [Laís] estava embaixo e eu estava em cima. Nos perdemos quando o barco virou. É horrível para dormir, é muito difícil. A gente tenta se confortar", disse. (G1 Bahia)

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