(In) verdade

Muito se tem ouvido falar em liberdade de expressão.  Antes, entretanto, as pessoas não podiam exteriorizar, de fato, o que almejavam. Havia motivos para suas palavras serem sufocadas, visando, talvez, a sobrevivência própria ou dos seus. Decerto, creio que muita coisa permanece similar. As razões, talvez, sejam díspares.
Mas o que é liberdade de expressão?
Por lei, especialmente no artigo quinto da Constituição Federal Brasileira, é assegurada a liberdade da manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Isto significa que qualquer indivíduo pode utilizar meios para se comunicar e expor suas ideias sem repressão.
Posso então afirmar que, por ter esse direito, a verdade de cada indivíduo é única e imutável?
Claro que não! Todos podem estar certos (ou errados) e não há mal nenhum nisso. Tudo depende dos fatos e do ângulo em que observamos.
É porque tenho direito de expressar meus pensamentos que posso denegrir a imagem de outrem, mesmo sem provas?
De modo algum! Cabe também enfatizar que argumentos vazios/medíocres não são plausíveis. Precisamos de ponderação e sororidade. Insultar alguém com nossas “verdades” pode ser um alívio momentâneo, contudo você já pensou em como se sentiria se fizessem com você? Já experimentou provar do próprio veneno?

Vamos ter cautela para não vomitarmos nossa imaginável vericidade e acabar atingindo a nós mesmos.
Luzitânia Siva
 “Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas”. (Friedrich Nietzsche)
Fonte: noticianatela16

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