Dez meses após massacre em presídio, 66 detentos continuam foragidos no Amazonas

Dez meses após o massacre que deixou mais de 50 mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), 66 presos continuam foragidos. A rebelião, que durou 17 horas, resultou no maior massacre do sistema prisional do Amazonas. Além disso, foram registradas oito mortes em outras duas unidades e um total de 225 fugas. Nesta segunda-feira (30) a Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva de 205 pessoas que teriam tido participação ou envolvimento nas mortes durante a rebelião, em janeiro deste ano.
Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), dos 225 presos que fugiram no dia 1º de janeiro, 119 estavam no Compaj. Os dados atualizados informam que 39 detentos do Complexo continuam foragidos 10 meses após a rebelião.
Os outros 106 detentos fugiram do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Até
esta segunda-feira (30), 27 continuam na condição de foragidos.
No começo deste ano, o então secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, afirmou que a prioridade do órgão era recaptura dos presos e o combate ao narcotráfico no estado.
"As buscas estão constantes, há o maior controle, tem a Força Nacional, a destinação de efetivo administrativo e alguns efetivos à disposição que voltaram para ajudar no esforço de recaptura. Esses presos que nós estamos procurando são os piores presos do sistema prisional, que são os presos do regime fechado, homicidas, latrocidas, presos com muitos anos a cumprir, então é sempre um esforço difícil", disse Fontes, pouco antes do massacre completar um mês. (globo.com)

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