Após ação da PF, vices assumem prefeituras de Porto Seguro e Eunápolis

Os vice-prefeitos de Eunápolis e Porto Seguro, respectivamente, Flávio Baioco (PTN) e Humberto Nascimento (PP), assumiram nesta sexta-feira (10) a gestão dos municípios do Extremo Sul baiano, com o afastamento dos titulares, o casal José Robério Batista de Oliveira (Eunápolis) e Cláudia Oliveira (Porto Seguro), ambos casados e filiados ao PSD.
José Robério e Cláudia foram afastados por decisão do Tribunal Federal da 1ª Região, em Brasília, por envolvimento em uma quadrilha que, segundo a Polícia Federal, desde 2009 fraudou 33 licitações cujos contratos somam quase R$ 200 milhões, em Eunápolis, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália.
O prefeito de Santa Cruz Cabrália, Agnelo Santos (PSD), irmão de Cláudia, também foi afastado do cargo. O vice Carlos de Jesus Vieira, o Carlos Lero, do PSC, assumiu na quarta-feira (8), um dia após a operação da PF nos três
municípios e em cidades de Minas Gerais e São Paulo.
Os três gestores, que tiveram contra eles mandados de condução coercitiva – quando a pessoa é forçada a depor na delegacia – tiveram também os bens tornados indisponíveis pela Justiça. Eles negam as acusações de irregularidades em suas gestões e estão recorrendo no Supremo Tribunal de Justiça em Brasília.
Em nota, a Prefeitura de Eunápolis declarou que “o vice-prefeito assume conclamando a união do grupo, das pessoas e da Câmara de Vereadores para fazer o melhor pela cidade, sem descontinuidade administrativa”. A reportagem não conseguiu contato com Flávio Baioco.
José Robério está em sua segunda gestão como prefeito de Eunápolis – governou de 2009 a 2012, em 2014 foi eleito deputado estadual e voltou à prefeitura nas eleições do ano passado. Durante a primeira gestão, em novembro de 2010, ele sofreu outro afastamento por um suposto esquema de superfaturamento de obras. Ele negou as acusações na época.
A Prefeitura de Porto Seguro não se manifestou sobre a posse do vice Humberto Nascimento, o Beto Axé Moi, dono de um dos empreendimentos mais visitados por turistas em Porto Seguro, a barraca de praia Axé Moi.
A barraca de Nascimento é um dos empreendimentos da cidade que estão no alvo da Justiça Federal para serem demolidos por ter sido construído sem autorização do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Em setembro do ano passado, a Justiça Federal mandou a barraca ser demolida, mas Beto recorreu e se comprometeu a fazer readequações. A decisão mandava demolir também a barraca Tôa Tôa, outro grande empreendimento turístico do município – as duas recebem mais de um milhão de turistas por ano. Beto não atendeu a ligação do CORREIO ao celular e nem deu retorno. (correio24horas)

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