Homem que estava desaparecido foi vítima de latrocínio, diz polícia

Após seis dias de angústias e incertezas, as buscas pelo eletromecânico Uelton Miranda Ferreira, 34 anos, o Fofo, chegou ao fim na manhã da quinta-feira, 23, de forma inesperada e trágica. O corpo dele foi encontrado por pescadores boiando na Praia da Boa Viagem, próximo ao Forte de Monte Serrat, na Cidade Baixa.
O cadáver estava com um ferimento no abdômen, possivelmente feito com uma faca, e tinha duas pedras amarradas ao pescoço e aos pés.
Uelton estava desaparecido desde a noite da sexta-feira passada, 17, quando saiu de casa, na Praça Gramado, no Lobato no Subúrbio Ferroviário, para cortar o cabelo em uma barbearia, na localidade Prainha do Lobato, a poucos metros
da residência. Ele teria achado o estabelecimento fechado e, antes de retornar para casa, encontrou um amigo conhecido como Zeca e, desde então, não foi mais visto.
Segundo o delegado Nilton Borba, titular da 5ª Delegacia (Periperi), Zeca, o sobrinho dele de prenome Mateus e outro homem conhecido como Roque, são os autores do crime. “Eles o mataram para roubar, compraram 250 caixas de cerveja no cartão da vítima, R$ 4,3 mil”, disse o delegado.
No dia em que sumiu, Fofo conduzia o Honda Civic cinza [FMA-6186], que foi encontrado incendiado, na manhã do sábado, na rua do Ouro, em Pau da Lima próximo à Av. Gal Costa.

Queimaduras
Durante as investigações, Borba descobriu que Mateus estava internado no Hospital Geral do Estado (HGE) com queimaduras no rosto, tórax e braços. Ele se queimou ao atear fogo no carro de Fofo. Ao ser interrogado, ele revelou ao delegado a dinâmica do crime e entregou os comparsas.
Na tarde desta sexta, 24, Roque e Zeca estiveram na delegacia acompanhados de advogados. Eles foram ouvidos e liberados. Em conversa com a reportagem, os dois negaram participação no crime e afirmaram que Mateus se queimou ao acender uma churrasqueira.
Essa versão foi negada pelo delegado, que solicitou à Justiça a prisão preventiva dos três suspeitos.

Despedida
“A gente jamais imaginaria isso. Ele [Zeca] não saía lá de casa. Eles se conheceram quando trabalharam na empresa Tecnoquadros, há dez anos”, lamentou a irmã de Fofo, Vanesca Miranda, 38.
O corpo dele foi sepultado na tarde desta sexta no Cemitério Bosque da Paz, em Nova Brasília. “Ele era muito querido, crescemos juntos”, lembrou o taxista Hebert Santana, 42, durante a cerimônia de despedida. (atarde)

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