Cientistas descobrem outro 'Sistema Solar', com mesmo número de planetas que o nosso

Cientistas anunciaram nesta quinta-feira a descoberta do primeiro sistema estelar com pelo menos tantos planetas quanto o nosso. Designado Kepler-90, ele já tinha sete planetas conhecidos, aos quais os pesquisadores Andrew Vanderburg, astrônomo da Universidade do Texas, e Christopher Shallue, engenheiro de software da divisão de inteligência artificial do Google, acrescentaram mais um totalizando oito como o Sistema Solar graças à aplicação de um novo método de aprendizado de máquina com base em redes neurais em dados coletados durante quatro anos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa, em sua missão
original, entre 2009 e 2013.
Cientistas anunciaram ontem a descoberta do primeiro sistema estelar com pelo menos tantos planetas quanto o nosso. Designado Kepler-90, ele já tinha sete planetas conhecidos, aos quais os pesquisadores Andrew Vanderburg, astrônomo da Universidade do Texas, e Christopher Shallue, engenheiro de software da divisão de inteligência artificial do Google, acrescentaram mais um  totalizando oito como o Sistema Solar graças à aplicação de um novo método de aprendizado de máquina com base em redes neurais em dados coletados durante quatro anos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa, em sua missão original, entre 2009 e 2013.
Quando lançamos o Kepler em 2009 não sabíamos se os exoplanetas eram comuns ou não lembrou Paul Hertz, diretor da Divisão de Astrofísica da Nasa, em teleconferência de anúncio da descoberta realizada nesta quinta, da qual O GLOBO participou. Hoje sabemos que quase todas estrelas têm planetas, e desta vez encontramos o primeiro sistema com oito deles, empatando com o nosso como o de maior número de planetas conhecidos. O Kepler-90i é uma amostra de como a aplicação de novos métodos no enorme arquivo de dados da missão Kepler pode levar a grandes descobertas, e há muitas mais a serem feitas.
Batizado Kepler-90i, o mais novo integrante do sistema seria um planeta rochoso como o nosso, mas cerca de 30% maior, próximo do limite mínimo para ser classificado como um tipo conhecido como “Super-Terra”. Mas ele está tão perto de sua estrela também um pouco maior e mais quente que o Sol, que seu “ano” dura apenas 14,4 dias e faz de sua temperatura infernal, em estimados mais de 427 graus Celsius, o suficiente para derreter chumbo. Assim, é muito pouco provável, se não impossível, que ele tenha vida, ao menos como a conhecemos.
Não é exatamente um lugar que gostaríamos de visitar resumiu Vanderburg, também durante a teleconferência promovida pela Nasa.

Semelhanças não são tantas
E apesar de ter o mesmo número de planetas que nosso Sistema Solar, as semelhanças do Kepler-90 com nossa vizinhança cósmica praticamente param por aí. Isso porque, embora também siga o padrão visto na nossa vizinhança cósmica de planetas pequenos e rochosos mais próximos da estrela e os gigantes gasosos mais afastados, todos oito no sistema estão “apertados” numa região menor do que a órbita da Terra. Por isso, os cientistas acreditam que podem existir ainda mais objetos planetários na órbita da estrela ainda não detectados.
Apenas arranhamos a superfície considerou Jessie Dotson, cientista do projeto Kepler no Centro de Pesquisas Ames da Nasa, na Califórnia, e quarta participante da teleconferência de ontem. Em apenas duas décadas fomos de alguns poucos exoplanetas conhecidos para milhares. E as diferentes “estrelas-mães”, tamanhos dos planetas e períodos orbitais encontrados são uma amostra clara da enorme diversidade dos sistemas planetários no Universo. Estou ansiosa para ver quantas descobertas poderemos fazer quando redes neurais como esta forem usadas para analisar dados de outras regiões do céu e de outras missões em busca de exoplanetas. (oglobo)

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