Mais de mil advogados foram suspensos na Bahia em cinco anos

Mais de mil advogados foram suspensos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) nos últimos cinco anos. Em nota divulgada neste domingo (17), a instituição afirmou que tem uma conduta ética rigorosa e que atua com serenidade e firmeza na punição dos que são considerados culpados e na absolvição dos inocentes.
A nota pública foi divulgada um dia após o correio24horas publicar reportagem denunciando a má conduta de um advogado e a demora, de três anos, da entidade de classe para dar um parecer sobre o caso. Ele foi condenado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) por apropriação indevida da indenização de um cliente. A família da vítima procurou o Tribunal de Ética Disciplinar (TED) da OAB-BA, mas o processo está parado desde 2014.
Segundo a instituição, em novembro foi criada a Câmara de Mediação para os processos disciplinares entre advogados, para estimular solução consensual dos conflitos e diminuir o tempo de tramitação, quando possível. De 2013 até o
momento foram suspensos 1.032 profissionais: 2013 (195), 2014 (162), 2015 (268), 2016 (171), e 2017 (236).
"Os números comprovam que a OAB não transige com faltas disciplinares e também que estas acontecem com uma minoria de profissionais. A grande maioria dos 43 mil advogados e advogadas pauta seu trabalho na ética, na honestidade, na seriedade. E quando isso não acontece a OAB busca tomar providências. Eventuais falhas podem ocorrer, mas são corrigidas tão logo identificadas", diz a nota.
Há cerca de cinco meses, os documentos do caso denunciado pelo correio24horas estão com a conselheira Thais Bandeira Oliveira Passos. Por meio da assessoria da OAB-BA, ela informou que, como se trata de um processo ético, corre de forma sigilosa e que por isso só se manifestará depois do julgamento. Ela não informou o porquê da demora em dar seu parecer.
A OAB orienta que quem tiver sugestões ou reclamações acerca de processos disciplinares se dirijam à Corregedoria da instituição no e-mail corregedoria@oab-ba.org.br ou no telefone 3329-8912.  (correio24horas)

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