Soldado da PM é preso suspeito de participar de rapto e morte de jovem

O soldado da Polícia Militar Cléber Damasceno Leal, 31 anos, lotado na 47ª CIPM (Pau da Lima), foi preso em flagrante na noite da quarta-feira, 3, na Fazenda Grande 3, suspeito de participar do rapto e morte de Luiz Flávio Silva Santos, 18, o Flavinho, horas antes.
O PM foi ouvido no Departamento de Homicídios (DHPP), ainda na quarta e, nesta quinta, 4, foi liberado após participar de audiência de custódia.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP/ BA), na madrugada da quarta, o soldado e mais cinco comparsas invadiram a casa de Flavinho, na Fazenda Grande 3, e o levaram. O corpo dele foi localizado às 6h20 da manhã do mesmo dia, na rua Paulo Fernandes da Costa, na Fazenda Cassange, em São Cristóvão.
Ainda conforme a SSP, Flavinho foi executado a tiros e com golpes de foice. A foice, segundo a SSP, foi pega pelos suspeitos na casa da família do rapaz. Uma
pistola calibre 380 foi apreendida com o policial e encaminhada para perícia.

Reconhecimento de voz
Na manhã da quarta, familiares de Flavinho estiveram na 13ª Delegacia (Cajazeiras) para registrar o rapto dele. Segundo um investigador da unidade, uma parente do rapaz afirmou que reconheceu o PM pela voz e pelo olhar, embora ele estivesse usando máscara brucutu.
“Ela disse que, quando pegaram ele [rapaz], o policial falou: ‘eu não mandei você sair (do crime), velho? Agora sua mulher vai ficar só e seu filho será criado por outro homem’”, contou o agente.
Sob anonimato, um investigador do DHPP revelou que os outros suspeitos já foram identificados. Ele não deu mais detalhes para não prejudicar as investigações. A motivação para o crime ainda é apurada.

Integrante de facção
Um policial da 13ª Delegacia (Cajazeiras) informou que, durante as investigações, um vizinho de Flavinho contou que ele tinha envolvimento com a criminalidade e integrava a facção Bonde da Gamboa (BDG).
“O vizinho disse que ele praticava assaltos, traficava drogas e tinha envolvimento em alguns homicídios. Ainda não confirmamos isso, ele não tinha passagem aqui na delegacia”, assegurou o investigador, sem se identificar. (atarde)

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