Vigilância Epidemiológica lança nota e alerta sobre os riscos de acidentes com animais peçonhentos

Alerta sobre os riscos de acidentes por animais peçonhentos nos meses de verão e recomendações para este período.

1 – AUMENTO DOS ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS NO PERÍODO DO VERÃO (DEZEMBRO A MARÇO)

Nos meses de verão ocorre o aumento do número de acidentes por animais peçonhentos (como escorpiões, serpentes, aranhas e abelhas) em relação aos demais meses do ano, especialmente no mês de janeiro.
Com o aumento das chuvas nos meses do verão (dezembro a março), o período de férias e o consequente aumento no fluxo de pessoas em áreas de matas (fazendas, chácaras, trilhas, etc.) énormal uma elevação no número de acidentes por animais peçonhentos em relação aos demais meses do ano: cerca de 40% dos acidentes são registrados nestes 4 meses. Por isso, é importante que nesse período sejam intensificadas as estratégicas de prevenção dos acidentes por animais peçonhentos.

2 – RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS TERRESTRES:

• Em locais ou situações de risco para acidentes por animais peçonhentos (ex.: florestas, matas, trilhas, áreas com acúmulo de lixos, atividades de lazer, de limpeza, serviços de jardinagem, entre outros), utilizar sempre equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas de couro, botas de cano alto e pemeira;
• Olhar sempre com atenção o local de trabalho e os caminhos a percorrer;
• Não colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras. Caso seja necessário mexer nestes locais, usar um pedaço de madeira, enxada ou foice;
• Não mexer em colmeias e vespeiros.
• Inspecionar roupas, calçados, toalhas de banho e de rosto, roupas de cama, pano de chão e tapetes, antes de usá-los;
• Afastar camas e berços das paredes e evite pendurar roupas fora dos armários;
• Antes de dormir, inspecionar os cômodos da casa, principalmente as camas, quanto à presença de aranhas ou escorpiões, pois durante a noite estes animais são mais ativos.
• Caso encontre um animal peçonhento, afastar com cuidado e evitar assustá-lo ou tocá-lo, mesmo que pareça morto. Procurar a autoridade de saúde local para orientações.

3 – RECOMENDAÇÕES PARA EVITAR ACIDENTES COM ANIMAIS AQUÁTICOS PEÇONHENTOS:

• Em praias rochosas ou com pedras soltas, caminhar sempre com os pés protegido por um calçado firme, de solado antiderrapante (tênis ou sapatilha);
• Ficar afastado das áreas com grandes populações de ouriços-do-mar;
• Evitar colocar as mãos desprotegidas em tocas ou sob rochas;
• Evitar banhos em praias onde aconteceram acidentes recentes por águas vivas e caravelas;
• Em rios e lagos, atenção com o risco de ferimentos por arraias, bagres ou qualquer outro animal aquático perigoso conhecido para a região. Em áreas de reconhecida ocorrência de arraias, caso seja indispensável andar dentro da água, tatear o caminho com um pedaço de madeira e arrastar os pés no chão, cuidadosamente, ao caminhar;
• Em atividades de pesca, manusear cuidadosamente os peixes durante a retirada do anzol ou rede.

4 – RECOMENDAÇÕES EM CASO DE ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS:
• Procurar atendimento médico imediatamente;
• Se possível, e caso tal ação não atrase a ida do paciente ao atendimento médico, lavar o local da picada com água e sabão (exceto em acidentes por águas-vivas ou caravelas), manter a vítima em repouso e como membro acometido elevado até a chegada ao pronto socorro;
• Em acidentes nas extremidades do corpo, como braços, mãos, pernas e pés, retirar acessórios que possam levar à piora do quadro clínico, como anéis, fitas amarradas e calçados apertados;
• Não amarrar ou fazer torniquete no membro acometido e, muito menos, cortar e/ou aplicar qualquer tipo de substancia (pó de café, álcool, entre outros) no local da picada;
• Especificamente em casos de acidentes com águas-vivas e caravelas, primeiramente, para alívio da dor inicial, usar compressas geladas de água do mar (ou pacotes fechados de gelo – cold packs – envoltos em panos, se disponível). Em seguida, realizar a lavagem do local da lesão com ácido acético a 5% (Ex. vinagre), sem esfregar a região acometida, para evitar o aumento do envenenamento. É importante que não seja utilizada água doce para lavagem do local da lesão, nem para aplicação das compressas geladas, pois a água doce pode piorar o quadro do envenenamento. A remoção dos tentáculos aderidos à pele deve ser realizada de forma cuidadosa, preferencialmente com uso de pinça ou lâmina. Procurar assistência médica para avaliação clínica do envenenamento e, se necessário, realização de tratamento complementar;
• Não tentar “chupar o veneno”: essa ação apenas aumenta as chances de infecção local;
• Informar ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal, como: tipo de animal, cor, tamanho, entre outras. Se possível tirar uma foto do animal, assim ficará mais fácil a identificação.

5 – CONCLUSÃO
Todo acidente por animal peçonhento deve ser notificado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN, conforme legislação (Portaria MS/GM n° 204, de 17 de fevereiro de 2016).
Em caso de acidente por animais peçonhentos deve-se procurar atendimento médico em unidade de saúde hospitalar.

NÚBIA ALEXANDRE DOS SANTOS MERCÊS
Gerente Da Vigilância Epidemiológica Municipal

LEANDRO GOMES LOBO
Secretário Municipal De Saúde

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