Deputado da 'tatuagem', Wladimir Costa agride eleitor com tapa após provocação

O deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) agrediu um eleitor com um tapa no rosto na noite dessa quinta-feira (26) ao ser provocado durante evento realizado pela prefeitura de Jacundá, município do interior paraense.
A agressão ocorreu após Wladimir Costa ser questionado pelo professor Therezo de Souza Neto sobre a tatuagem temporária que o parlamentar fez em seu ombro no ano passado em homenagem ao presidente Michel Temer, que à época enfrentava sua primeira denúncia na Câmara dos Deputados.
A vítima da agressão iniciou as provocações quando o deputado estava fazendo discurso aos participantes do evento, realizado sob uma tenda num parque infantil que estava sendo inaugurado. Irritado, Costa se dirigiu ao homem e o desafiou: "Você quer vir falar aqui no microfone?". O professor então disparou:
"Explica a tatuagem do Temer na tua bunda, por favor".
O homem mal pôde concluir sua pergunta e recebeu um forte tapa do deputado em seu rosto. Após se afastar alguns passos do parlamentar, o professor ainda foi agredido por alguns apoiadores do deputado.
"Tatuagem do Temer na bunda? Isso não é coisa pra se falar para homem não", reclamou Costa ao retornar ao centro do evento. "Homem safado apanha na cara", bradou.
De acordo com a imprensa local, o professor registrou boletim de ocorrência na delegacia da cidade por agressão física. Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) manifestou repúdio à atitude do deputado do Solidariedade e disse que o episódio demonstra a "intolerância e insanidade que lhe é muito peculiar".
O Solidariedade, por sua vez, alegou em nota que o deputado também foi agredido com um chute. O partido também exaltou a atitude do parlamentar pois ele "se dirigiu até o agressor e, num gesto democrático, ofereceu-lhe a palavra, dando-lhe a oportunidade de se manifestar, mantendo o bom nível do discurso".
Por fim, a legenda garante que Wladimir Costa é "contra toda e qualquer forma de agressão", mas pontua que o parlamentar "não se manterá inerte todas as vezes em que for agredido, seja verbal ou fisicamente". (ultimosegundo)

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