CBF quer antecipar acordo com Tite para mantê-lo até 2022

A cúpula da CBF trabalha nos bastidores pela permanência do técnico Tite no comando da Seleção brasileira até a Copa do Mundo de 2022, no Catar. A ideia já estava de pé antes mesmo do início da Copa na Rússia. Mas ganhou força nos últimos dias. Só existe, a princípio, duas hipóteses para que o acordo não se concretize. Um desastre na reta final da competição, como o que ocorreu no Mundial de 2014, ou uma decisão pessoal de Tite a favor de outros projetos.
O reforço na investida da CBF sobre Tite está relacionado diretamente ao bom desempenho da equipe nas eliminatórias e na Copa da Rússia e a pelo menos dois outros fatores - a queda de várias seleções de peso nas duas fases iniciais da Copa, incluindo Alemanha, Argentina, Espanha e Portugal, e também pela constatação de que não há no momento nenhum treinador brasileiro em
condições de concorrer com ele pelo cargo.
Tite sabe de seu prestígio na CBF e dessa movimentação mais intensa para que continue na Seleção. Mas só vai falar disso publicamente quando o Brasil encerrar a participação na Copa. Nas conversas preliminares com os dirigentes da CBF, na Rússia, demonstra seu agradecimento ao mesmo tempo que reforça a opinião de que o assunto não deve ser tratado agora. Foi assim na semana passada, antes mesmo do jogo com o México.
O presidente eleito da CBF, Rogério Caboclo, que deve tomar posse somente em 2019, deixou claro a Tite que não existe um plano B para a Seleção. Fez isso em Sochi, cidade que abriga a Seleção na Rússia. Se o hexa vier, Tite terá a faca e o queijo na mão para definir seus próximos passos e deve levar em consideração eventuais convites milionários para trabalhar no exterior. (terra)

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