Estado do Rio confirma 7 casos de sarampo

O Estado do Rio de Janeiro tem sete casos de sarampo confirmados pela Secretaria Estadual de Saúde. Cinco deles na cidade do Rio e outros dois em Duque de Caxias. Pelo menos 30 casos suspeitos estão sendo investigados pelas autoridades a partir de exames que estão sendo analisados pela Fiocruz.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e passa por tosse, espirro e fala. Os primeiros sintomas são febre alta, olhos irritados e coriza.
Os técnicos afirmam que todos os casos identificados no RJ estão relacionados ao primeiro, diagnosticado na Faculdade de Direito da UFRJ. No começo do mês, os técnicos realizaram no local uma vacinação de bloqueio em quase 600 servidores e estudantes para impedir a proliferação do vírus.
De acordo com o médico infectologista Roberto Medronho, da UFRJ, os casos teriam surgido no RJ por causa da diminuição do número de pessoas vacinadas
.

“A cobertura vacinal decresceu. Segundo dados do Ministério da Saúde, o índice no Estado do Rio de Janeiro está em 74%, quando o recomendado é de 95%”, explicou.

Ele alerta pelos riscos da doença. “O sarampo é perigoso e altamente contagioso. É especialmente perigoso para as crianças que possuem problemas de desnutrição ou abaixo de 1 ano de idade. O sarampo pode causar algumas complicações importantes como pneumonia, otite e encefalite. É fundamental que as pessoas se conscientizem de que devem se vacinar”.
Medronho criticou os movimentos que pregam o fim da vacinação de crianças e adultos e afirmou que isso pode ser considerado um crime contra a saúde pública.

“A vacina contra o sarampo possui duas grandes utilidades. A primeira é a proteção individual, porque ele fica protegido. A segunda é a proteção coletiva. Porque quando você tem uma cobertura vacinal muito elevada, mesmo aquele que não se vacinou, se estiver rodeado de pessoas vacinadas, ele não vai pegar a doença”, destacou.

Ele ainda destacou que na gravidez, por precaução, não se recomenda tomar a vacina. Quem tomou apenas uma dose deve tomar outra, para garantir a imunização. A recomendação do Ministério da Saúde é que acima de 50 anos as pessoas não tomem a vacina. (globo.com)

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