Juízes e ministro querem lei para gravar conversa de presos com advogados

Juízes federais defenderam nesta segunda-feira (3) em Brasília que os presídios federais passem a gravar as conversas entre advogados e presos das quatro penitenciárias federais no país. Eles querem saber se os presos estão usando advogados para transmitir, a criminosos fora dos presídios, ordens de ataques de facções a prédios públicos, ônibus e servidores públicos.
Há atualmente 422 internos nos quatro presídios federais, dos quais 28,6% são ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e 20,8% ao CV (Comando Vermelho), segundo dados do Depen (Departamento do Sistema Penitenciário Nacional).
A ideia é apoiada pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, mas enfrenta resistência da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Mudanças na lei que trata dos presídios federais são tratadas em workshop realizado no
Conselho de Justiça Federal, em Brasília.
Jungmann disse a jornalistas que uma proposta nesse sentido, recebida dos juízes federais semanas atrás, já se encontra em estudo na assessoria jurídica do Palácio do Planalto, que poderá encaminhá-la ao Congresso na forma de um projeto de lei.
A posição dos juízes foi divulgada pelo juiz corregedor do presídio federal de Mossoró (RN), Walter Nunes da Silva Júnior, e pelo corregedor-geral da Justiça Federal, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Raul Araújo, em suas palestras na cerimônia de abertura do evento. (varelanoticias/folha)

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