Bahia encara o Botafogo por vaga nas quartas da Sul-Americana

O futebol, intenso e dinâmico como é, permite que um time modifique toda a sua perspectiva a partir de um jogo. É o que acontecerá com o Bahia hoje. Está nas mãos e nos pés dos jogadores a chance de escrever o nome na história do clube na partida desta quarta (3), diante do Botafogo, às 21h45, no Engenhão, no Rio de Janeiro.
Avançar às quartas de final da Copa Sul-Americana significa voltar a ficar entre os oito melhores de uma competição internacional após 29 anos a última vez foi na Libertadores de 1989. Significa também manter vivo o sonho de um título inédito na temporada de 2018. E, além disso, reoxigenar o elenco para a sequência da temporada, aumentando a confiança para superar a fase difícil na Série A, em que o tricolor está só um ponto à frente da zona de rebaixamento, no 14º lugar.
“A gente sempre está pensando em vencer para agradar os nossos torcedores. A
gente sabe que a torcida do Bahia é apaixonada, ela vê um grande potencial no nosso time, nos vê capaz de estar em uma melhor colocação, brigando por título. É uma oportunidade de marcar história no Bahia, sabemos disso. É um campeonato que o clube ainda não tem, uma fase a que o clube ainda não chegou. Isso não é um peso para nós, mas uma motivação”, disse o goleiro Douglas.
O camisa 1 tricolor foi um dos grandes personagens do jogo de ida, na Fonte Nova. Tanto por ter falhado no gol que o time sofreu, como por ter feito pelo menos duas defesas, garantindo o triunfo por 2x1 e a vantagem hoje. Caso não sofra gol no Engenhão, o Bahia estará classificado, pois joga pelo empate.
No entanto, Douglas faz um alerta: “A gente analisa momento e possíveis opções do Botafogo. Nos preparamos para evitar os gols e, evitando, nos classificamos. Mas a gente não vai abdicar de jogar e fazer gols. Se fizermos gols, isso nos coloca em uma situação muito próxima da classificação”, afirma.
Em caso de derrota tricolor por 2x1, a disputa vai para os pênaltis. O Botafogo classifica se vencer por 1x0, devido ao gol fora de casa. Quem avançar terá pela frente o Atlético Paranaense ou o venezuelano Caracas.
O técnico Enderson Moreira não antecipou se vai a campo com força máxima ou se poupará algum jogador. Certo é que tem desfalque nas laterais. Na direita, Bruno não foi inscrito na Sul-Americana e, por isso, dá lugar a Nino. Na esquerda, o problema é maior: Léo foi expulso no jogo de ida e o reserva Paulinho não está inscrito no torneio. O substituto é mistério.

Histórico
É a quinta vez que o Bahia participa da Copa Sul-Americana e, nas duas vezes que chegou até as oitavas de final, em 2013 e 2014, acabou eliminado pelo colombiano Atlético Nacional e pelo peruano César Vallejo, respectivamente.
Na Libertadores, foram três participações. Em 1960, venceu o San Lorenzo no jogo de ida por 3x2, na Fonte Nova, e acabou goleado por 3x0 na volta, em Buenos Aires, dando adeus à competição na época disputada somente em formato de mata-mata.
Em 1964, eliminação na fase preliminar, desta vez diante do Deportivo Itália, da Venezuela. O tricolor empatou por 0x0 e depois foi derrotado por 2x1, com os dois jogos realizados em Caracas.
Em 1989, após uma fase de grupos quase impecável, em que venceu quatro jogos e empatou dois, o Bahia enfrentou o Universitário do Peru, nas oitavas, e avançou às quartas de final após empate por 1x1, em Lima, e triunfo por 2x1, na Fonte Nova. O destino colocou o Internacional novamente no caminho do Esquadrão, que naquele ano havia sido campeão brasileiro em cima do colorado e já o havia vencido na fase de grupos da Libertadores, tanto no Beira-Rio, por 2x1, quanto na Fonte Nova, por 1x0. O desfecho, no entanto, foi favorável aos gaúchos, que conseguiram vencer por 1x0 em Porto Alegre e depois seguraram o 0x0 em Salvador. (correio24horas)

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