Inquéritos contra policiais envolvidos em ações polêmicas em Salvador ainda não foram concluídos

No último mês, uma ação da Polícia Militar matou o empresário do ramo de consultoria, Márcio Perez, de 42 anos, no bairro de Armação, em Salvador. Segundo testemunhas, a abordagem dos agentes teria sido feita de forma irregular, uma vez que eles se aproximaram de carro ao veículo da vítima, com o giroflex desligado, em 19 de setembro.
Durante a perseguição, a vítima foi baleada e o carro de Márcio capotou. De acordo com as informações da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os policiais envolvidos na ação foram ouvidos na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e dois agentes foram afastados das atividades.
Este caso, no entanto, não foi isolado. Apesar de não refletirem a realidade da corporação, muitos casos semelhantes foram registrados em Salvador neste ano. O Varela Notícias relembra quatro casos e mostra o que aconteceu com os
agentes envolvidos nas ações que deixaram inocentes mortos ou feridos na capital da Bahia. Confira:

Homem morto durante confusão no Costa Azul
Uma confusão entre um policial militar e um homem no posto de gasolina da rede Shell, na Rua Arthur de Azevedo Machado, no bairro do Costa Azul, em 9 de maio, terminou com um morto. Segundo testemunhas, após a confusão, o PM, que não estava fardado, atirou nas costas da vítima no momento em que ela deixava o estabelecimento.
Na época, a corporação confirmou o caso e alegou que o policial teria sido ameaçado com uma arma de fogo e que a ação aconteceu em legítima defesa. O agente, então, foi encaminhado para Corregedoria da corporação, onde o fato foi registrado. Atualmente, conforme a PM, uma sindicância foi instaurada para apurar o caso, que ainda está sob investigação.

Comerciante agredido dentro de mercado na Fazenda Grande do Retiro
Um comerciante foi agredido por policiais militares dentro do estabelecimento dele durante uma abordagem, no bairro de Fazenda Grande do Retiro, em 15 de junho. Um vídeo capturado pelo circuito de segurança do estabelecimento mostra o momento da agressão, que teria sido iniciada ainda ao lado de fora do local, quando os PMs pediram à vítima os documentos do carro que ele estava estacionando.
Pela demora em entregar os documentos, os policiais acabaram se irritando com o homem, o agrediram e o jogaram no chão antes de algemá-lo. O homem, então, foi colocado dentro da viatura e um dos PMs chegou a atirar três vezes para cima. Na época, as imagens foram encaminhadas para a Corregedoria da Polícia Militar para apuração. Atualmente, segundo a Polícia Militar, o caso ainda está sendo investigado por meio de uma sindicância que foi instaurada.

Motorista de ônibus baleado após confusão no bairro da Ondina
Um motorista de ônibus foi baleado por um policial militar durante uma confusão, no bairro de Ondina, em 1º de junho. Após a chegada de policiais que estavam na Base Móvel do bairro, o cobrador do veículo teria alegado que o motorista foi baleado após uma briga de trânsito, diz a polícia. Isto porque o policial, que trafegava na contramão na parte em obras da Avenida Oceânica, teria se desentendido com a vítima que trafegava no sentido legal. Na ocasião, ao VN, o Sindicato dos Rodoviários negou a versão e afirmou que o motorista não teria esboçado nenhuma reação.
Após balear a vítima, o policial teria deixado o local, no sentido Largo de Santana, mas o veículo acabou ficando preso em um buraco e ele foi alcançado pela guarnição. O suspeito foi autuado por tentativa de homicídio e foi encaminhado para a Coordenação de Custódia Provisória (CCP), em Mata Escura. De acordo com a PM, foi instaurado um Processo Administrativo Disciplina (PAD) e um Inquérito Policial Militar (IPM), para apurar o crime que ainda está sendo investigado.

Mulher grávida e jovem agredidos no Santo Antônio Além do Carmo
Um jovem, de 21 anos, foi agredido por policiais militares durante uma abordagem, no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, na noite do dia 5 de junho. Uma mulher grávida também foi agredida na ação e, após situação, ela, que estava grávida de três meses, explicou que tentou defender um jovem usuário de drogas que estava sendo abordado pelos PMs. Segundo a mulher, o rapaz estava sendo “agredido brutalmente”.
Após o caso, a mãe do homem afirmou que ele reagiu à abordagem porque teria sido ameaçado pelos policiais e temia pela própria vida. Na ocasião, um inquérito foi instaurado para apurar o caso e o PM envolvido na agressão foi afastado das atividades. Atualmente, conforme a PM, o crime está sendo investigado por meio de um Processo Administrativo Disciplina (PAD) e um Inquérito Policial Militar (IPM).

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