Redução de 3,8% na gasolina ainda não chegou nas bombas

A redução do preço médio do litro da gasolina em mais de 3,8%, anunciada na última terça-feira (23) pela Petrobras, ainda não chegou às dos postos de combustíveis da capital baiana. Segundo a petroleira, com o reajuste, o valor do combustível caiu de R$ 2,0639 por litro para R$ 1,9855. Esse é o preço mais baixo desde 21 de agosto. Nos postos de Salvador, os preços da gasolina comum permaneciam inalterados, variando entre R$4,79 e R$4,89, até a manhã de ontem. O repasse da redução para o consumidor final depende dos postos.
Em um giro pelo centro da cidade, o menor preço encontrado pela Tribuna da Bahia foi de R$4,79, no P4 Combustíveis, no Vale dos Barris. No posto BR, situado no Dique do Tororó, o litro da gasolina comum estava sendo vendido por R$4,82, enquanto no Shell da Sete Portas custava R$4,89.
“Essa gasolina que está aí nós compramos semana passada. Pode ser que na próxima compra, que faremos amanhã [hoje] já venha com essa redução”, explicou o chefe de pista do Posto Sete Portas, Silvio Santana.
De acordo com o presidente do Sindicombustíveis Bahia, Walter Tannus, a redução do preço da gasolina no estado depende de como as distribuidoras vão repassar o reajuste estabelecido pela Petrobras para os postos de combustíveis. Tannus garantiu que haverá queda no preço, contudo, afirmou que não há como dimensionar o percentual de queda, nem quando os novos valores vão constar nas bombas, já que a margem de comercialização de preços de cada posto é livre.
O corretor de imóveis Otto Braga criticou a política de preços de ajustes periódicos da Petrobras e disse que a gasolina deveria ser mais barata no país, que é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. “Para mim que trabalho fazendo visitas o preço alto da gasolina prejudica bastante. Hoje eu tive que completar o tanque e gastei R$93,44 com 29 litros, sendo que só vai dar para rodar até sexta-feira. É muito caro por uma quantidade pequena e por um produto que a gente produz aqui dentro”, opinou.
Em seu site, a estatal explica que a gasolina "A" (sem Etanol Anidro) pode ser produzida pela Petrobras, por outros refinadores do país, por formuladores, pelas centrais petroquímicas ou, ainda, importada por empresas autorizadas pela ANP. Vendida para as diversas companhias distribuidoras em operação no Brasil, a gasolina "A" é então misturada ao Etanol Anidro, resultando na gasolina "C".
Esta, por sua vez, é vendida ao consumidor através dos milhares de postos. “No preço que o consumidor paga no posto pela gasolina C, além dos impostos e da parcela da Petrobras, também estão incluídos o custo do Etanol Anidro (que é fixado livremente pelos seus produtores) e os custos e as margens de comercialização das distribuidoras e dos postos revendedores”, explica a petroleira
Vale ressaltar que o preço médio da gasolina varia em cada estado, principalmente por conta das diferenças de alíquota de ICMS e custos de transporte.



*Tribunadabahia

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