Expectativa de vida dos baianos é de pouco mais de 73 anos

“A expectativa de vida dos baianos é de 73 anos e oito meses”. Esse número exato está nas Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2017 e foi disponibilizado, nesta quinta-feira 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), obedecendo ao estabelecido no artigo 2º do Decreto Presidencial nº 3.266, de 29 de novembro de 1999.
As Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil apresentam as expectativas de vida às idades exatas até os 80 anos e são usadas como um dos parâmetros para determinar o Fator Previdenciário (FP), no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Conforme informa a supervisora estadual do IBGE, Mariana Viveiros a expectativa de vida, no Estado - em relação a 2016 -, aumentou 2 meses, mas se manteve a 11ª mais baixa do país e menor que a média nacional (76,0 anos). “Observando pelo gênero das pessoas, os homens nascidos no estado tinham expectativa de viver menos de 70 anos (quase 69 anos e 4 meses); enquanto as mulheres, era de superar os 78 (quase 78 anos e 5 meses)”.
Ainda, segundo os dados do IBGE, a Bahia segue como estado com a segunda maior diferença de expectativas de vida entre mulheres e homens, com 9 anos de vantagem para elas. “Entre 2016 e 2017, a sobrevida média esperada para as mulheres era de 65 anos e cresceu quase 3 meses, ficando cerca de 4 anos maior que a dos homens.

CRESCIMENTO
O IBGE registra, também, que no período de 1980 e 2017, a chance de uma pessoa de 60 anos chegar aos 80 na Bahia cresceu quase 90% (+88,5%). E mais da metade dos idosos (573 a cada mil) passaram a ter essa possibilidade de viver mais. Já em 2017, a cada mil crianças nascidas vivas, estima-se que 16,6 morriam antes de completar 1 ano de idade.“Esta é a 8ª maior taxa de mortalidade infantil do país e, significativamente, superior à média nacional (12,8 por mil)”, avalia Mariana Viveiros.
Ano passado, a Bahia se manteve como o segundo estado com a maior diferença na esperança de vida ao nascer entre homens e mulheres (9,2 anos). Um pouco menor que a verificada em Alagoas (9,6 anos) e, significativamente maior, que a média nacional (7,1 anos). A sobrevida média esperada pelas mulheres baianas de 65 anos cresceu quase 3 meses e ficou cerca de 4 anos maior que a dos homens.

ESPERANÇA
Em 2017 uma pessoa idosa, que tivesse 65 anos na Bahia, tinha esperança de viver, em média, mais 18,1 anos (18 anos, 1 mês e 6 dias), chegando aos 83,1 anos (83 anos, 1 mês e 6 dias). Esse indicador praticamente não variou em relação a 2016, quando era de mais 18 anos. O ganho bem discreto de um ano para o outro é devido à estabilidade na sobrevida estimada para os homens, que se manteve em mais 16,1 anos (16 anos, 1 mês e 6 dias), mesma de 2016, chegando, portanto, aos 81,1 anos (81 anos, 1 mês e 6 dias).
Já para as mulheres baianas, de 65 anos, a sobrevida esperada, que já era mais elevada que a masculina em 2016, cresceu em quase 3 meses em 2017, passando de 19,7 anos (19 anos, 8 meses e 12 dias) para 19,9 anos (19 anos, 10 meses e 24 dias). Chegou, assim, a 84,9 anos (84 anos, 10 meses e 24 dias), quase 4 anos maior que a masculina. No Brasil como um todo, a probabilidade de um idoso de 60 anos chegar aos 80 passou de 344 por mil em 1980 para 594 por mil em 2017, crescendo 72,7%, o que representou menos 250 mortes por mil no período.

LONGEVIDADE
Em todos os estados da Federação, a longevidade entre os idosos era maior para as mulheres do que para os homens em 2017, e a Bahia tinha a maior diferença por sexo nesse indicador.
“Enquanto 652 em cada mil idosas baianas tinham chance de chegar aos 80 anos (quase 7 em cada 10), menos da metade dos homens idosos tinham a mesma probabilidade: 486 em cada mil ou menos de 5 em cada 10, a diferença entre mulheres e homens, na Bahia, era de 166 mortes por mil a menos para elas. O que dava às baianas de 60 anos uma chance de sobrevida 34,2% maior que a dos baianos”, finaliza Mariana Viveiros.



*Tribuna da Bahia

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