Ilê, Didá e Ghandy levam centenas de estudantes ao Campo Grande

(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)
O tradicional tapete branco do afoxé Filhos de Ghandy desfilou pelas ruas do Centro de Salvador, desta vez do alto de um trio, acompanhado da beleza do mais belo dos belos, Ilê Aiyê, e, ainda, dos tambores da Banda Didá – que, na tarde deste sábado (9), ressoaram acordes de união e resistência do Largo do Campo Grande à Praça Castro Alves. 
Os principais blocos afros da Bahia dividiram o espaço, multiplicaram e compartilharam cultura com centenas de estudantes de todo o país em um evento que sugere, só pelo nome, o peso da representatividade histórica de cada apresentação. 

O Culturata é parte da 11ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), que celebra os 20 anos de existência da entidade estudantil com o tema “Gil, um reencontro com o Brasil”, que faz uma homenagem à vida e obra do cantor baiano. O evento começou na quarta-feira (6) e termina neste domingo (10), com uma série de apresentações musicais e palestras espalhadas pela capital.
O que se viu na passeata foi uma mistura de gente de todas as idades e classes, do jeito que baiano gosta, unidos por um propósito: a liberdade de expressão. Presidente da UNE, Mariana Dias explicou à reportagem que o propósito da passeata foi promover um encontro do evento com a cidade - que já a abrigou, em 1999, a primeira bienal do coletivo. 
"Nossa principal intenção é fazer com que a cidade conheça e compreenda o nosso evento. O tema é a liberdade de expressão, de manifestação e pensamentos. Que a educação seja um lugar aberto a todas as pessoas. Estamos aqui para dar visibilidade ao nosso movimento", afirmou, acrescentando que, em 2009, foi realizada a última edição do evento em Salvador.
Fonte:correio24horas

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