Bancos e financeiras são vilões dos consumidores

Bancos e financeiras foram os principais vilões apontados pelos órgãos de defesa ao consumidor do estado da Bahia (Procon) e do município (Codecon). Ambos ajudaram a aumentar o número de reclamações computadas no ano anterior. Em seguida, aos bancos e as financeiras, vieram os serviços de abastecimentos de água (Embasa) e de energia (Coelba), segundo os coordenadores Filipe Vieira (Procon) e Roberta Caíres (Codecon).
Em 2018, a Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor – Codecon realizou mais de 10 mil atendimentos, sendo que desses, apenas 360 ligações foram efetivamente transformadas em processo de reclamações. O número de consumidores que ligam para se informar sobre direitos e serviços vem crescendo ano a ano.

A média é de 30% das reclamações resolvida entre a empresa e consumidor com a intermediação da Codecon. Isto faz com que não haja necessidade de uma intervenção judicial.

Direitos
Como em todos os anos, o Dia Mundial do Consumidor é marcado pela importância dos princípios básicos dos direitos e interesses dos consumidores: direito à segurança, à informação, à escolha e o direito de ser ouvido. No entanto, sociedade e empresas, muitas vezes vão na contramão desses valores.
No caso especifico de bancos e financeiras – que lideraram o ranking com maior número de reclamações na capital baiana – as queixas são referentes aos juros abusivos, cobranças indevidas, taxas de manutenção das contas cada vez mais altas, as longas filas e o atendimento precário e deficiente aos clientes. Esses e outros são alguns dos motivos para estas instituições ficarem cada vez mais na mira dos órgãos responsáveis pela defesa dos consumidores.
Anteriormente, as empresas de telecomunicações ficavam com essa as primeiras colocações. Porém, segundo a diretora do Codeecon, Roberta Caires as empresas de telefonia e comunicação têm melhorado bastante e está fazendo uma relação direta com seus clientes, “Agora, as empresas de telecomunicações têm um relacionamento mais amistoso e transparente com os clientes. Isso faz com que as partes consigam resolver muitos problemas diretamente entre eles”, relata.

Intervenção
Roberta Caires diz, também, que houve um aumento significativo no número de reclamações dos consumidores em relação ao ano passado. Contudo, teve um aumento significativo nas reconciliações entre as partes, trazendo resoluções rápidas para empresas e clientes. “É uma maneira de desafogar os consumidores e fornecedores, que já estão se sentindo prejudicados com determinada situação. Fazemos isso sempre de forma amistosa e transparente”, explica.
A diretora do Codecon contou, ainda, que a intenção do órgão além de informar e conscientizar a sociedade é, também, fazer com que os fornecedores de produtos e serviços entendam que, existem vantagens em manter uma cordial relação entre empresas e consumidores. Desta forma, poderá obter lucros e a fidelização dos clientes.
Conforme o Coordenador do Procon, Felipe Vieira existem no estado, 19 postos de atendimento na capital, região metropolitana e no interior. O consumidor pode encontrar esses pontos de atendimento na capital, nos principais shoppings e no centro da cidade. Na região metropolitana de Salvador (RMS) existem atendimentos nos municípios de Camaçari e Simões Filho. No interior do estado podemos encontrar postos do Procon nas cidades de Ipiaú, Itapetinga, Jaguaguara, Jequié, Paulo Afonso e Juazeiro.
Filipe Vieira disse que 90% das reclamações recebidas pelo Procon é resolvida pelo órgão, sem a necessidade de intervenção judicial. “Os problemas que chegam à instituição são avaliados através de uma triagem e encaminhados para resoluções de acordo com cada perfil”, acentua.

Inclusão
O Procon preparou, ainda, um Código do Consumidor, em Braille, que será entregue aos portadores de necessidades visuais, nesta sexta-feira 15, durante coletiva à imprensa . “Entendemos que todo cidadão tem o direito à informação. O Procon trabalha com Direitos Humanos e Direito do Consumidor. Então, nada mais justo que os deficientes visuais sintam-se incluídos nesse processo”, justifica Felipe Vieira.


*Tribuna da Bahia

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