Entenda como divórcio pode interferir na formação psicológica dos filhos

O divórcio nunca é um momento fácil na vida de uma pessoa, especialmente quando o casal possui filhos. É necessário para os pais, tomar muito cuidado em como se comportam na frente do filho, pois uma palavra ou ação pode mudar o rumo da situação. Para entender melhor o que é a alienação parental e seus efeitos, o VN entrou em contato com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em prol de obter respostas.
Para aqueles que não estão familiarizados com o termo, alienação parental, segundo o TJ-BA, é entendida como toda a intervenção na formação psicológica de uma criança ou adolescente, instigada por um dos pais, avós ou qualquer outra pessoa que tenha autoridade, guarda ou vigilância, com vistas a dificultar ou prejudicar o vinculo de convivência saudável.

Como os mais afetados no processo são os filhos, o mais aconselhado é procurar um acompanhamento psicológico. “É recomendado aos casais que se separam e têm filhos o acompanhamento das crianças ou adolescentes por um psicólogo, visto ao trauma que será vivenciado com a ausência afetiva diária e próxima de um de seus pais, visando a acomodação de seus sentimentos quanto a perda.”, disse.
Em casos mais extremos, no qual um dos pais não permite o outro de ver o filho, um processo de mediação é iniciado para resolver a situação da melhor forma possível. E se houver insistência em proibir a visitação, o caso é levado para o Poder Judiciário. “ Persistindo o problema, o caso deve ser levado ao conhecimento do Poder Judiciário, através de advogado, para estabelecer a guarda compartilhada ou se melhor para o filho, uma guarda alternada, de maneira que permita a criança a convivência saudável com os pais e a família de ambos, a fim de que ela não sofra os efeitos da quebra de afetividade entre seus pais ou parentes.”
Ainda, segundo o TJ-BA, em Salvador os casos estão sendo constantes nos últimos anos por conta das mudanças que estão ocorrendo no âmbito familiar. “Em razão do fato de terem muitas mulheres se lançando no mercado de trabalho para auxiliar no sustento familiar, dos homens tendo maior contato com os filhos e em razão disso desenvolverem um sentimento mais afetivo quanto a estes, a exigirem uma maior participação na formação e educação dos filhos através da convivência, retirando do cenário a ideia antiga da necessidade da criança ser mantida em geral, na companhia das mães, o que tem gerado diversas situações de alienação parental por inconformismo e egoísmo pela convivência direta com os filhos”, explica.


*VN

Nenhum comentário:

Postar um comentário