Busca de pessoas pelo cheiro é nova ferramenta de canil da CIPM/Valença

Os odores deixados em peças de vestuário podem colaborar na busca de desaparecidos e na captura de criminosos. Esta é a nova ferramenta de combate a criminalidade, que passará a ser oferecida pela 33ª Companhia Independente de Polícia Miliar (CIPM/Valença), através do canil,  que ampliou recentemente o leque de serviços.
Dois dos sete policiais caninos da unidade estão em treinamento para desenvolver a atividade de Mantrailing (busca por odores específicos). Kyra, de um ano e meio, e Surah, 5 meses, já estão se preparando. O serviço é inédito no Norte e Nordeste do país e deverá ser oferecido pela 33ª CIPM e pela Coordenação de Operações Especiais (Coe) da Polícia Civil.
Kyra, da raça Pastor Belga Malinois, se encontra em fase final de adestramento e deverá buscar a certificação do nível I no segundo semestre deste ano. Já a capacitação da pequena Surah, linhagem Bloodhound, adquirida há cerca de dois meses, deve seguir por mais tempo sob os cuidados dos profissionais do Grupo de Operações com Cães (GOC).
O comandante da 33ª CIPM, major PM Alexandre Costa de Sousa, revelou que o método Mantrailing já é desenvolvido por diversos países e adotado no Brasil por algumas polícias estaduais fora do eixo Norte-Nordeste. “O treinamento é oferecido por nossa unidade e, dos nove módulos de formação, três já foram encerrados”, explicou.
Outras qualificações

Outros cinco animais, Kalu e Bolt, ambos da raça Pastor Belga Malinois, Fúria (Pastor Holandês), Haley (Cocker Speniel) e Cissa (Cocker Speniel Inglês) desenvolvem outras ações no Canil Setorial.
Fúria, um ano, Kalu, dois, e Bolt, seis meses, este ainda em aprendizado, são eficientes na busca de entorpecentes. O faro é treinado para detectar o cheiro de drogas, escondidas em malas ou enterradas. No início do mês, Kalu encontrou drogas descartadas por traficantes numa região de mato de difícil acesso. Os criminosos Rafael da Silva Santos e Mateus da Silva Santos foram presos em flagrante.
Cinoterapia
Crianças com Espectro Autista, atendidas pela Associação de Amigos do Autista (Ama), em Valença, trabalham a dificuldade de interação social – uma das principais características do transtorno – através de sessões de Cinoterapia, com os animais da 33ª CIPM.
“A relação entre o cão e o paciente faz com que a pessoa cultive sentimentos de confiança e reconheça o cão como um amigo”, revelou o major Alexandre. Há um ano, a unidade firmou uma parceria com a Ama e desenvolve esta atividade com a cadela Cissa. “A ação ganhou força e mostrou bons resultados, daí termos renovado a parceria”, acrescentou.
Fonte: Ascom: Marcia Santana/portalpratig

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