Bahia ocupa 3º lugar no número de queimadas no Brasil

O estado da Bahia ocupa o terceiro lugar no número de queimadas no Brasil, com base nas informações divulgadas, diariamente, pelo Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Roraima lidera com vantagem esse ranking negativo, sendo o primeiro do país com 4.600 focos de incêndio em todo o estado; Mato Grosso com 4.367 ocupa a segunda colocação; enquanto a Bahia está no terceiro posto com 1.403 focos detectados por satélite.
Neste mesmo período, no ano passado, o estado de Roraima tinha 1966 focos de incêndio: Mato Grosso 2.778; enquanto a Bahia totalizava apenas 453. Além de liderar nas queimadas, o estado de Roraima tem 7 dos 10 municípios do Brasil com os maiores focos. O município de Caracaraí, o maior de Roraima, em extensão territorial com 47 mil km², é o que mais sofre com o problema ambiental, ocupando a primeira colocação no número de focos.
Entre os países sul-americanos a Venezuela lidera com 25.713 focos de incêndio, sendo seguido pelo Brasil com 18.021; e a Colômbia no terceiro lugar com 12.920. Os dados acima levam, em conta, o período entre 1º de janeiro deste ano até esse domingo 2 de junho.

DIFERENÇA
Superintendente estadual da Defesa Civil, Paulo Sérgio Luz tenta esclarecer as diferenças entre ‘queimada’ e incêndio. “Queimada é a partir de um metro de largura com 30 centímetros de comprimento. Geralmente é uma queima de mato de pequenas dimensões, mas que consegue ser registrado via satélite. Mas, se não houver a devida atenção, ao sair do controle pode terminar em incêndio com proporções de danos materiais e até mortes de pessoas e animais”.
O gestor público estadual esclarece, ainda, que em nosso estado os registros de incêndios florestais ocorrem entre os meses de agosto e novembro, com mais incidência na Região da Chapada Diamantina e Região Oeste. “O que sabe, é que a maioria das queimadas não ocorre por ação natural. Boa parte delas são provocada pelo homem, em razão de uma cultura atrasada de se queimar a vegetação para semear novas plantações”.

CENÁRIO
O cenário do estado de Roraima é considerado alarmante e se assemelha ao ano de 2010 e 2013, um dos períodos mais críticos dos últimos 10 anos. "Fevereiro e março nós enfrentamos um número muito grande de acionamento para atendimentos via 193 [de pessoas] pedindo socorro com incêndios florestais na área rural", disse diretor da Defesa Civil do Corpo de Bombeiros, Cleodiomar Ferreira, à Rede Amazônica Roraima
Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização Ambiental da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh), Yuri Lima, as queimadas em Roraima não estão dentro da normalidade. Ele disse ainda que nesta época do ano os incêndios costumam ser mais comuns por conta do período seco. Em razão do número de focos de incêndio, a Femarh suspendeu no começo de maio o calendário de queimadas, criado há mais de 10 anos para controlar as atividades de queima para a agricultura em propriedades rurais. Ainda não há previsão para que o cronograma volte à normalidade.

*Tribuna da Bahia

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