Black Friday deverá movimentar R$ 3,67 bilhões

Faltando menos de uma semana para a Black Friday 2019, que acontece na próxima sexta-feira (29), tantos consumidores quanto empresários estão ansiosos para a data. Algumas lojas já estão antecipando a oferta e baixando os preços. De acordo com projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Black Friday deste ano deverá movimentar R$ 3,67 bilhões e alcançar o maior faturamento em uma década. Se confirmada a previsão, será um aumento de aproximadamente 10,5% em relação a 2018 (R$ 3,32 bi).
Este ano, o segmento de eletroeletrônicos e utilidades domésticas deverá ser o principal destaque entre os ramos que já aderiram à data, com previsão de movimentação financeira de R$ 929,4 milhões. Em seguida, deverão sobressair os volumes de receitas gerados pelos segmentos de hipermercados e supermercados (R$ 899,3 milhões) e de móveis e eletrodomésticos (R$ 845,5 milhões).

Segundo o economista da CNC Fabio Bentes, um dos motivos para a crescente alta do faturamento da Black Friday é a tendência de aumento das vendas no comércio eletrônico, que tem se destacado em comparação com o varejo físico. “A facilidade de comparação de preços online em uma data comemorativa caracterizada pelo forte apelo às promoções evidencia a tendência de aumento expressivo deste evento do calendário do varejo, quando comparado às demais datas, especialmente nos espaços virtuais”, afirma Bentes.
De acordo com uma pesquisa feita pelo Google, em parceria com a consultoria Provokers, o número de compradores nas lojas físicas deverá se igualar ao comércio eletrônico na data. O levantamento aponta que a intenção de compra somente na internet durante a Black Friday caiu de 52% em 2018 para 38% em 2019, enquanto grande parte dos entrevistados disse planejam comprar em ambos os canais, saltando para 25%, contra 7% no ano passado.
A principal vantagem desta opção é a economia obtida ao não ter que pagar pelo frete, característica que favorece os shoppings centers. A pesquisa do Google destaca os produtos com maior intenção de compra: celulares (48%), computadores (38%), eletrodomésticos (36%), roupas (34%), calçados esportivos (32%) e perfumes (33%).

FRAUDES
O diretor de operações do Reclame Aqui Felipe Paniago, ressalta que para que o consumidor consiga o desconto esperado, ele deve fazer desde já sua lista de compras e começar a fazer a pesquisa de preços dos produtos desejados para que não seja surpreendido por eventuais mudanças de valores que podem levar à principal queixa dos consumidores nas últimas quatro edições da data de promoções: a propaganda enganosa.
A propaganda enganosa inclui a maquiagem de preços, que levou os consumidores a apelidarem o evento de “Black Fraude” nas edições anteriores. A prática da maquiagem, também conhecida como "metade do dobro", consiste em aumentar os preços antes da data do evento para depois baixá-los e nomeá-los como “superdescontos”. A propaganda enganosa também inclui a diferença dos preços anunciados no momento da compra e na hora do pagamento do pedido.
Para Felipe Paniago, a Black Friday está dando certo, deixando aos poucos de ter a fama de “Black Fraude”. “O brasileiro já entendeu a dinâmica da Black Friday depois de algumas edições decepcionantes. Quem quer comprar pesquisa mais, arrisca menos e consegue aproveitar as ofertas”, analisa.
Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que os descontos serão, em média, de 24%. Na pesquisa, 21% dos empresários brasileiros, do ramo do comércio e de serviços, devem participar das promoções. “Eles estão esperançosos com a data e mais de um terço acreditam que os resultados serão maiores que do ano passado”.
Embora seja uma dada próxima do Natal, 54% acham que compras Black Friday não afetam a época Natalina. O SPC Brasil explica que essas compras antecipadas têm foco em produtos mais individuais para a casa, mas já no Natal o objetivo é presentear amigos e familiares. Com os descontos, é importante ficar atento e não cair em golpes ou promoções fraudulentas.


*Tribuna da Bahia

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