Sobrevivente do acidente aéreo em Maraú não sabe das mortes de esposa e filho

Eduardo Trajano Elias, 38, uma das vítimas da queda de uma aeronave em Maraú, no sul da Bahia, não sabe que sua esposa, Marcela Brandão Elias, 37, e seu filho Eduardo, 6, morrerem no acidente. A tragédia aconteceu no dia 14 de novembro. Cinco pessoas morreram, entre elas, o ex-piloto de Stock Car Tuka Rocha, Maysa Mussi, Marcela Brandão Elias (esposa), o copiloto Fernando Oliveira Silva e Eduardo (filho).
O arquiteto e decorador Jorge Elias, pai de Eduardo, em entrevista ao G1 disse que o filho continua internado no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, onde recebe apoio psicológico e trata as queimaduras.
“Ele não sabe de nada. Ele não deve saber, está muito cedo ainda, mas ele está recebendo orientação psicológica e nós damos um suporte familiar muito importante. Ele pergunta se eles estão bem e a gente diz que eles não estão ainda em condições de serem vistos”, contou.
Durante a entrevista, o decorador contou que o filho lembra do acidente. Eduardo informou ao pai que nenhum passageiro recebeu informações de como deixar a aeronave em casos de queda ou pouso forçados. Segundo Jorge, o piloto foi o primeiro a sair da aeronave. “Eles não tinham instruções de que se acontecesse alguma coisa como que poderiam fazer para abrir as portas, como um avião normal, que tem instruções. As portas foram arrombadas”, revelou.
As causas do acidente continuam sendo investigadas para detectar se foi falha humana ou não. Tanto o inquérito quanto o resultado da perícia não foram divulgados.
“Foi constatado que a falha foi dele (piloto do avião), inclusive eu tenho algumas informações que me passam, que as pessoas falam, que inclusive ele assumiu como uma falha dele. Ele achava que a pista era curta, que não suficientemente grande para aquele tipo de avião, para descer lá e provavelmente o que aconteceu é que ele desceu um pouco antes e bateu o freio de pouso em uma calçada, uma guia e caiu uma das rodas, ele desceu e o avião bateu, explodiu. O avião estava abastecido para ir e voltar e talvez tenha sido um outro grave problema. O avião deveria ter sido abastecido para ir e depois para voltar. Eu não entendo muito disso, mas parece que ele estava com mais combustível que aquilo que ele tinha que estar. Se ele tivesse com menos combustível, talvez a tragédia teria sido grande, mas talvez não tão grande. Isso é uma das coisas que a Justiça está resolvendo”, declarou.


*Varela Notícias

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