Moradores da ilha protestam contra resolução da tarifa social do ferry-boat em Salvador

Um grupo de moradores da Ilha de Itaparica realizou um protesto no fim da tarde da ultima sexta-feira (07), no Terminal São Joaquim do sistema Ferry-Boat, em Salvador. O motivo foi uma resolução da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (AGERBA), publicada no Diário Oficial de 18/04/2018, que modifica critérios para concessão do cartão Tarifa Social, destinado aos usuários pedestres, moradores dos municípios de Itaparica ou Vera Cruz, que se encontrem em comprovada condição de carência econômica.
Segundo o Art. 3º da Resolução nº 10, de 06/04/2018, "para usufruir do benefício da Tarifa Social" o usuário deverá atender alguns critérios, entre eles "ser beneficiário do Programa Social Bolsa Família do Governo Federal". O problema principal está no parágrafo único deste artigo que estabelece que "é vedada a inclusão de dependentes para a utilização do benefício da Tarifa Social". Ou seja, pela nova resolução, apenas o titular do Bolsa Família teria direito à tarifa social. E os demais membros da família, que também trabalham em Salvador?, questionam eles.

"Há mais de 40 anos os moradores da ilha têm direito a fazer a viagem completa de ida e volta pagando unicamente a ida, nos horários de 5h e 6h da manhã, pois é este horário que os trabalhadores se deslocam para seus empregos, mesmo assim tendo um custo diário altíssimo de R$ 22,10  entre transporte na ilha, ferry e ônibus em Salvador", frisa Alexandro Lima, um dos organizadores do protesto.
Indignado, o grupo realizou bloqueios em algumas saídas do Terminal, mas as áreas foram liberadas após negociação com o órgão. A AGERBA informou que ainda não foi definida a data para o recadastramento e novas versões do cartão.
"Inicialmente iremos realizar pequenas paralisações e depois vamos fazer uma convocação de toda população de Vera Cruz e Itaparica para paralisação geral do sistema", informou o grupo, que já adiantou que pretende entrar com uma ação civil pública contra essa resolução.
"Os beneficiários do Bolsa Família possuem renda de menos de um salário mínimo sem vínculo empregatício e necessidade de travessia todos os dias. Se essa resolução for mantida, que empresário irá contratar um funcionário com custo mensal de mais de R$ 705,00 de transporte?", questionam os manifestantes.

AgênciaGuanabara-Kirimurê,com informações da TV Bahia
Imagem: Reprodução/redes sociais/Blogdailhadeitaparica 

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