Pesquisadores confeccionam máscaras com impressão 3D para profissionais de saúde

Um grupo de pesquisadores e “makers”, termo em inglês utilizado para definir profissionais que criam ou produzem produtos por conta própria, está empenhado na confecção de máscaras que ajudem os profissionais de saúde a se prevenir do risco de contágio pelo novo coronavírus. O trabalho é feito de forma voluntária, e os materiais são repassados sem custo.
O material, que é produzido a partir da tecnologia de impressora 3D, é um Equipamento de Proteção Individual (EPI) para a face, em complemento as máscaras que são comumente utilizadas, do tipo N95.
O objetivo principal é proteger a região dos olhos, que ficam desprotegidos quando o profissional usa apenas a máscara N95.
O projeto, batizado de “Face shield for life 3D”, é conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Oeste da Bahia, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e Universidade do Estado da Bahia.
Em contato com a reportagem do G1, o pesquisador Leandro Brito, que tem doutorado em modelagem computacional e atualmente é professor da UFOB em Bom Jesus da Lapa, explica como é feita a captação de profissionais para o projeto.
“Nós montamos um modelo de fábrica virtual. Como funciona isso? A pessoa tem uma impressora 3D disponível, ela entra em contato, faz uma triagem para saber se tem o conhecimento e se consegue realizar a confecção do arquivo que já personalizamos a partir do arquivo original, e ela entra no grupo para começar a produzir”, contou.
O objetivo inicial do grupo é atender ao Hospital Couto Maia, que encomendou 220 máscaras, que devem ser entregues até quarta-feira.
De acordo com Leandro Brito, a direção do Couto Maia já teve acesso e aprovou o equipamento. A partir daí, a demanda aumentou, e o grupo já está em contato com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para produzir máscaras para outras unidades de saúde.
Depois de produzidas todas as máscaras, o grupo organizou a logística para reunir todo o material em apenas um local, que inicialmente será a Bahiana de Medicina, e depois embalar e entregar na unidade de saúde.
Para ajudar no custeio da produção, Leandro Brito conta que organizou uma “vaquinha” na internet, e rapidamente a meta foi batida. Com a nova demanda, o grupo subiu o valor e pede ajuda a quem puder contribuir.
“Batemos a meta em menos de 12 horas e agora estamos ampliando porque a rede aumentou. O valor da vaquinha online é para comprar o polímero e as peças de reposição das impressoras”, disse.
O polímero a que o pesquisador se refere é a matéria-prima utilizada na impressora 3D. O quilo custa cerca de R$ 100 e é suficiente para produzir entre 30 e 32 máscaras.
Leandro Brito também explicou como o maker pode ajudar, mesmo se não tiver o polímero disponível.
“Indica o nome, a localidade e se tem polímero. Se não tiver, indica que está com baixa no estoque e o dinheiro arrecadado na vaquinha será utilizado para comprar o polímero e será entregue no momento da retirada das peças. Você entrega os kits e nós repomos o estoque para ajudar no projeto”, contou.
Quem quiser contribuir com a vaquinha online, basta acessar aqui.



*G1

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