Pedidos de renegociação aos bancos chegam a R$ 200 bilhões, diz Febraban

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nesta última segunda-feira (6) um levantamento parcial dos pedidos de renegociação de dívidas protocolados nas principais instituições financeiras do país.
Foram contabilizados 2 milhões de pedidos, que somam R$ 200 bilhões. As dívidas em questão passam por todas as linhas básicas de crédito, seja pessoal, imobiliário, com garantia de imóveis, para aquisição de veículos e para capital de giro. A carência é de dois a três meses no vencimento das parcelas.
A Febraban havia anunciado no último dia 16 a intenção de atender pedidos de prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas de clientes pessoas físicas e micro e pequenas empresas para os contratos vigentes em dia e limitados aos valores já utilizados, em razão dos efeitos da pandemia do novo coronavírus.
“Os bancos estão totalmente sensibilizados com a necessidade de os recursos chegarem rapidamente na ponta e continuarão agindo com foco para que o crédito seja dado nas mãos das pessoas físicas e das empresas”, diz nota da Febraban.

“Ao contrário do que aconteceu na crise de 2008, desta vez, não estamos observando um empoçamento de liquidez, mas sim um aumento substancial nas necessidades por recursos líquidos, o que torna esta crise bem diferente da anterior”, continua o texto. “Além disso, os bancos internacionais cortaram as linhas que dispúnhamos, o que estreitou mais ainda a liquidez do sistema”.

A federação divulgou também o levantamento de valores para cada banco:

Banco do Brasil: 200 mil pedidos, em valor equivalente a R$ 60 bilhões;
Bradesco: 635 mil pedidos, que representam 1.036.000 contratos;
Caixa: 1 milhão de pedidos em contratos habitacionais, com oferta de R$ 111 bilhões em créditos e carências de até 90 dias;
Itaú: 302,3 mil pedidos, com saldo de R$ 12,1 bilhões e parcelas já prorrogadas em valor financeiro de R$ 679 milhões;
Santander: 80,9 mil pedidos, em valor equivalente a R$ 11 bilhões;
Na linha CAIXA Hospitais, foram disponibilizados recursos da ordem de R$ 5 bilhões para 2020.

Antecipação de crédito
A Febraban diz ainda que os bancos iniciam nesta segunda a disponibilização de linhas de crédito para financiamento de folha de pagamento de pequenas e médias empresas, antecipando-se aos repasses de recursos por parte do governo federal.

A linha de crédito anunciada pelo governo beneficiará empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões, com o limite de dois salários mínimos por trabalhador.

O governo responderá por 85% do dinheiro das operações, com outros 15% de recursos dos bancos que atuarem no programa. O governo informou que a linha de crédito terá, ao todo, R$ 40 bilhões.

A medida irá beneficiar até 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de trabalhadores. Os empréstimos serão concedidos à taxa fixa de 3,75% ao ano, com seis meses de carência e prazo de 36 meses de pagamento. Quem aderir ao programa de crédito fica impedido de demitir o funcionário sem justa causa durante os dois meses da medida e por dois meses após o fim do programa.

*G1

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