Com avanço da Covid-19, indígenas da Amazônia são levados de avião para UTIs

O avanço da Covid-19 na Amazônia tem aumentado o sinal de alerta sobre a saúde e atendimento dos povos indígenas nas áreas mais remotas. Nos casos mais graves, a transferência dos indígenas para a Manaus, local mais próximo com leitos de UTI, tem sido feita de avião, diz o G1.

De acordo com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) pelo menos 23 indígenas já morreram em decorrência da Covid-19. As vítimas estavam em terras indígenas remotas, 11 delas na região de fronteira com a Colômbia e o Peru.
"O número de pacientes com Covid-19 aumentou muito. Estamos fazendo mais voos, é a última oportunidade de salvar suas vidas", afirmou ao site o médico pediatra que trabalha no transporte aeromédico no Estado do Amazonas, Edson Santos Rodrigues.

"Às vezes não chegamos lá a tempo, porque não podemos pousar à noite em aeródromos remotos sem luz", disse o médico ao voltar à cidade de Manaus com um homem de 26 anos da etnia tikuna, que estava respirando através de um tanque de oxigênio a bordo do avião.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), que contabiliza os casos de coronavírus entre indígenas que migraram para áreas urbanas e que não são tratados pelo Sesai, informou na segunda-feira (18) um aumento no número de mortes, com 103 óbitos confirmados, ante 18 até 3 de abril.

Três quartos dos 540 casos confirmados de coronavírus pela APIB estão na Amazônia, onde a pandemia atingiu em cheio a cidade de Manaus, que foi a primeira do país a ficar sem leitos de UTI, enquanto seu principal cemitério enterra mortos em covas coletivas, afirma a reportagem.

*BahiaNotícias

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