Vendas do varejo recuam em março, e Bahia registra a maior queda dos últimos 20 anos

As vendas do varejo na Bahia no mês de março registraram recuo de -9,7% em relação a fevereiro, de acordo com números da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foi a maior queda dos últimos 20 anos.

A Bahia registrou o primeiro caso de coronavírus no dia 6 de março. Alguns dias depois, as primeiras medidas de isolamento e distanciamento social foram adotadas no estado.

O resultado da Bahia é inferior à média nacional, que apresentou uma queda de -2,5%, com redução em quase todos os estados. Em comparação com março do ano passado, houve uma retração de -7,6%.

Após cinco anos de altas seguidas, esse foi o primeiro resultado negativo. Em 2016, houve um recuo de -12,3% nas vendas. Com o resultado registrado no mês de março, o varejo baiano apresentou queda de -2,3% no primeiro trimestre de 2020.

O setor que mais contribuiu para os números foi o de tecidos, vestuário e calçados, que apresentou um recuo de -40,8%. As vendas de artigos de uso pessoal e doméstico tiveram redução de -21,8%.

Dois setores apresentaram aumento nas vendas: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3%); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,3%).

No mês de março, o volume de vendas do comércio varejista ampliado recuou frente a fevereiro, na série livre de influências sazonais (-18,9%). Mostrou um resultado pior que a média nacional (-13,7%) e também abaixo do varejo restrito no estado (-9,7%).

Comparado com março do ano passado, as vendas do varejo ampliado na Bahia também recuaram (-12,8%) com mais força que o varejo restrito (-7,6%), mostrando desempenho bem pior que o do Brasil como um todo (-6,3%).

O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção.

Veículos, motos, partes e peças registraram diminuição nas vendas na ordem de -31,4%. As vendas de material de construção também caíram, mas num ritmo bem menor:-2,1%.

*G1

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