Alertas de desmatamento na Amazônia sobem 22% no ano, aponta balanço preliminar com dados do Inpe

Os alertas de desmatamento na floresta Amazônica cresceram 22% entre janeiro e maio de 2020, se comparado aos mesmos meses do ano passado, de acordo com o sistema Deter-B, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Neste ano, foram emitidos alertas para 1.843,72 km², enquanto no ano anterior, no mesmo período, foram 1.511,58 km².

O levantamento é ainda preliminar e não leva em consideração os dados coletados pelos satélites entre os dias 28 a 31 de maio. O Jornal Hoje antecipou que, mesmo antes de completar o mês, o índice já é o maior da série histórica do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que começou em 2016.

Os alertas diários servem para embasar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Já os dados oficiais de desmatamento são do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), divulgado anualmente.
O aumento ocorre em meio à recomendação de isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus e após um primeiro trimestre que bateu o recorde histórico de desmatamento dos últimos quatro anos, quando começou a série de monitoramento do sistema na Amazônia.

Estados com maior área de desmatamento
O Pará é o estado com a maior área agregada a receber avisos de desmatamento nos primeiros cinco meses: foram 631,48 km², e corresponde a 34,5% do total. Em seguida, está o Mato Grosso com 558,93 km² desmatado. O terceiro é o Amazonas, com 318,01 km².

Total de área desmatada por estado em 2020:
  • Acre: 27,22 km²
  • Amazonas: 318,0 km²
  • Maranhão: 13,65 km²
  • Mato Grosso: 558,93 km²
  • Pará: 631,48 km²
  • Rondônia: 205,53 km²
  • Roraima: 86,87 km²
  • Tocantins: 1,04 km²

A maior parte da área (1.765,60 km², cerca de 95,7%) corresponde ao desmatamento com solo exposto, quando há perda de cobertura de vegetação. Ao menos 2,8% são áreas que mantiveram a vegetação. E cerca de 1,3%, corresponde à atividade de mineração.

*G1

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