Brasileiros aparecem como os mais insatisfeitos com resposta do governo à pandemia em pesquisa em 53 países

Uma pesquisa online feita com mais de 120 mil pessoas de 53 países mostrou que o brasileiro é o mais insatisfeito com a resposta do seu governo à pandemia de Covid-19. Apenas 34% dos entrevistados brasileiros acreditam que o governo respondeu “bem” no combate ao novo coronavírus.

Os chilenos também se mostram bastante críticos: 39% acham que o governo não fez o suficiente.

A percepção dos dois países da América Latina difere bastante do resto do mundo, segundo o levantamento online da 'think-tank' alemã Dalia Research, em colaboração com a Alliance of Democracies. A pesquisa foi feita entre 20 de abril e 3 de junho.

A grande maioria dos entrevistados (70%) geralmente aprova a atuação dos seus governos para conter a Covid-19. Os mais satisfeitos estão na China (95%), no Vietnã (95%), na Grécia (89%), na Malásia (89%) e na Irlanda (87%). Esses índices são menores na França (46%), Espanha (50%), Japão (52%), Estados Unidos (53%), Itália (53%), Rússia (54%) e Reino Unido (58%).
Restrições aplicadas
Nos 53 países pesquisados, cerca de metade dos entrevistados acredita que seu país aplicou a "quantidade certa" de restrições à circulação para combater a pandemia enquanto 28% acham que seu governo "não fez o suficiente".

Entre os brasileiros, a percepção de que o governo não fez o suficiente sobe para 60% e a insatisfação com a restrições só supera a dos sauditas, que têm um outro motivo para estar descontentes com a administração.

Entre os entrevistados da Arábia Saudita, 62% acreditam que o governo impôs restrições demais (enquanto a média global que acham que o governo impôs um controle demasiado ficou em 17%).

China melhor que EUA
Quando solicitados a avaliar a resposta da China e dos EUA no combate ao novo coronavírus, quase todos os países consideraram a resposta chinesa como muito melhor do que a americana. Os únicos países que avaliaram que a resposta dos Estados Unidos foi melhor foram o Japão (+ 17% a favor dos EUA) e os próprios Estados Unidos (+ 13% a favor da administração americana).

Como foi feita a pesquisa
As pesquisas da Dalia são realizadas por meio de dispositivos conectados à internet, como smartphones, tablets e computadores. O recrutamento é aberto e aproveita o alcance de mais de 40 mil aplicativos e sites para celular de terceiros.

Para garantir a cobertura em diferentes grupos demográficos e regiões geográficas, a Dalia tem como alvo um conjunto altamente diversificado de aplicativos e sites - de notícias a compras, esportes e jogos. Como resultado, a Dalia gera até 21 milhões de respostas todos os meses de entrevistados que vivem em até 100 países diferentes.

*G1

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