Brasileiros identificam que dexametasona reduz tempo de entubação da Covid-19

Pesquisadores brasileiros identificaram que o corticoide dexametasona tem a capacidade de reduzir o tempo de entubação em pacientes graves da Covid-19. O estudo foi conduzido por cientistas dos principais hospitais privados do Brasil.

Entre as constatações está a de que como consequência do uso do medicamento e redução do tempo de entubação, há ainda a diminuição do risco de complicações associadas à ventilação mecânica, como infecções e lesões causadas pelo tubo, e pode acelerar a recuperação do paciente. As informações são do Estadão.

O dexametasona não é um medicamento novo. Se trata de um corticosteroide usado há anos no tratamento de doenças como reumatismo, doenças da peles, alergias graves, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica.

Os cientistas analisaram o número de dias, dentro de um período de seguimento de quatro semanas, que os pacientes ficaram livres do uso de respiradores. No grupo que tomou a dexametasona, foram 6,6 dias. No grupo controle, que recebeu somente o cuidado padrão para a doença, foram 4 dias.

A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (2), em um veículo científico, o "Journal of the American Medical Association (Jama)". Outras pesquisas internacionais que também avaliaram o desempenho de corticoides contra a Covid também foram publicadas. A conclusão é de que essa classe de medicamentos reduz a mortalidade por covid.

De acordo com a reportagem do Estadão, participaram do ensaio clínico 299 pacientes de 40 hospitais públicos e privados do País, sob a coordenação de oito instituições: Hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, HCor, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz e Beneficência Portuguesa de São Paulo, além do Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet).

*bahianotícias

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