Serasa identifica redução da inadimplência durante pandemia


Mesmo com a elevação do desemprego, fechamento de empresas e com a crise econômica gerada pela pandemia da Covid-19, no Brasil, os níveis de inadimplência recuaram no país. Dados apurados por reportagem do Estadão mostram que a redução ocorreu tanto em relação às pessoas físicas, quanto jurídicas.

A redução da inadimplência é relacionada diretamente ao auxílio emergencial por especialistas. Além dele, os programas de socorro às pequenas e microempresas e também da taxa de juros no piso histórico contribuíram, ressalta a reportagem. De acordo com especialistas ouvidos pelo Estadão, os programas permitiram um forte movimento de renegociação de dívidas por parte dos bancos. No auge da pandemia, as instituições financeiras também permitiram o adiamento dos pagamentos por 60 dias.

Diante do quadro, economistas levanta questionamentos sobre o que acontecerá quando os programas deixarem de existir. O temor é que haja uma explosão da inadimplência no início do ano que vem, ressalta a matéria. 

“A queda da inadimplência é algo inédito”, afirma o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, empresa que monitora a situação financeira de consumidores e empresas no País. 

De acordo com os dados sobre inadimplentes da Serasa, no mês de julho eram 63,5 milhões no Brasil, enquanto em abril deste ano o número era de 2,5 milhões de pessoas a mais. Também o número de empresas com dívidas em atraso recuou em julho para o menor nível do ano: 5,8 milhões. É exatamente a mesma quantidade de companhias inadimplentes registrada em julho do ano passado.


*bahianotícias

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