Taxa de desocupação na Bahia é a maior do país, segundo IBGE


A taxa de desocupação entre a população baiana chegou a 19,6% em setembro, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Covid-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Os resultados foram divulgados nesta última sexta-feira (23).

De acordo com a PNAD, a Bahia registrou 135 mil desocupados entre agosto e setembro. Assim, a taxa de desocupação no estado voltou a subir (de 18,1% para 19,6%) e se manteve a maior do Brasil em setembro, com 1,2 milhão de pessoas procurando trabalho.

Por outro lado, o número de baianos trabalhando (população ocupada) também teve alta. Passou de 4,887 milhões em agosto para 4,973 milhões de pessoas de 14 anos ou mais de idade no mês de setembro (+1,9%), o que representa mais 93 mil pessoas trabalhando.

Apesar da melhora, o indicador ainda não atingiu o patamar de maio (42,9%), e o número de trabalhadores no estado ainda está abaixo do existente naquele mês (5,1 milhões de pessoas ocupadas).

A proporção de trabalhadores com redução salarial na Bahia também caiu, para 29,6% a população. O percentual representa 1,4 milhão de pessoas trabalhando com salários reduzidos.

Atividades econômicas

A alta na população ocupada na Bahia foi puxada pelos setor do comércio, especialmente na 'Reparação de veículos automotores e motocicletas'. O segmento teve os maiores crescimentos absoluto e relativo no número de trabalhadores entre agosto e setembro e respondeu por mais da metade dos novos postos de trabalho nesse período.

Em setembro, o comércio tinha 919 mil trabalhadores na Bahia, o maior número desde maio. Esse contingente cresceu 5,8% frente a agosto, o que significou mais 51 mil pessoas trabalhando no setor, em um mês.

Além do comércio, tiveram altas importantes também os setores de construção (+16 mil pessoas ocupadas entre agosto e setembro) e a indústria de transformação (+15 mil trabalhadores).

Apenas serviços domésticos (menos 11 mil trabalhadores, -4,3%) e outras atividades (menos 13 mil pessoas, -35,3%) seguiram com redução nas suas populações ocupadas. Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais mostrou estabilidade.

Perfil dos trabalhadores

Ainda de acordo com o IBGE, o mês de setembro também foi marcado por aumento significativo no número de pessoas empregadas com carteira assinada na Bahia.

Foram registradas 1,433 milhão de pessoas que trabalhavam com carteira assinada no estado (28,8% do total). O valor representou um aumento de 3,4%, ou 47 mil empregados com carteira a mais, em relação a agosto.

O número de trabalhadores por conta própria também voltou a crescer no estado. A alta veio em setembro, após ter caído mês a mês desde maio. Chegou a 1,5 milhão de pessoas (30,2% dos ocupados no estado), 3,1% a mais do que em agosto.

Já o número de trabalhadores que estavam afastados de suas atividades profissionais por causa da necessidade de isolamento imposta pela pandemia da Covid-19 seguiu em queda e chegou a 209 mil pessoas na Bahia, em setembro, representando 4,2% dos ocupados no estado.


*G1

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