Após 22 dias de apagão no Amapá, distribuidora e governo dizem que rodízio terminou e que energia foi retomada em 100%


Após 22 dias de apagão, o rodízio de energia terminou no Amapá e o fornecimento foi normalizado, segundo a distribuidora de energia e o governo federal. A retomada de 100% do fornecimento foi possível após a energização, na madrugada desta terça-feira (24), de um segundo transformador na subestação Macapá, a principal do estado e que pegou fogo no dia 3 de novembro.

O anúncio do término do rodízio foi feito pela Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) às 8h12 desta terça.

"O rodízio do fornecimento de energia foi oficialmente encerrado. [...] Com este transformador operando, o fornecimento foi garantido em 100% para atender os 13 municípios que foram afetados com o acidente na Subestação Macapá no dia 3 de Novembro", declarou a CEA, em nota.

Pelo Twitter, o Ministério de Minas e Energia também assegurou que foi restabelecido o fornecimento de energia elétrica em todo o estado.

O rodízio de energia, que foi implantado desde o dia 7 de novembro, fornecia eletricidade em turnos de 3 em 3 horas e de 4 em 4 horas.

O transformador energizado nesta madrugada saiu de Laranjal do Jari, no Sul do estado, e foi instalado na principal subestação do estado, que faz o Amapá ter acesso ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Essa unidade foi a que sofreu um incêndio no dia 3 de novembro, e que deixou 89% do Amapá sem energia.

A Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), responsável pela subestação, tinha até quinta-feira (26) para realizar a energização do transformador. A previsão do governo federal era que, com isso, a energia seria restabelecida em toda a área afetada pelo apagão.

São três semanas de crise energética. A população enfrentou um blecaute de 4 dias, e um novo apagão total no dia 17 de novembro, que foi solucionado em cerca de 4 horas.

A situação desenvolveu uma série de problemas no estado: afetou o fornecimento de água e as telecomunicações, houve uma corrida aos postos de combustíveis que tinham geradores de energia, comerciantes tiveram prejuízos por não conseguiram manter alimentos refrigerados, outros conseguiam atender dependendo do sol, entre outros.

Já houve mais de 120 protestos contra o apagão desde o dia 6 de novembro.


*G1

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