Hospitais de Portugal enfrentam surto de legionella


Um Centro Hospitalar da região de Vila do Conde diagnosticou três novos casos de 'legionella', fruto do surto que atinge também Póvoa de Varzim e Matosinhos, confirmou hoje fontes ligadas ao sistema de saúde do Porto.

Com estes novos casos, aumenta para 79 o número total de pessoas que, desde 30 de outubro, recorreram a assistência hospitalar devido à doença na área do Grande Porto, sendo que 37 continuam internadas, e oito morreram.

Dos três novos casos detectado pelo Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde, apenas um ficou internado na unidade, que agora presta a assistência a 17 pessoas com 'legionella', sendo os outros dois encaminhados para o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, e S. João, no Porto.

Segundo fonte da unidade de saúde matosinhense, estão agora internadas 14 pessoas com 'legionella', 10 em enfermaria, três em cuidados intermediários e uma em cuidados intensivos.

Mantêm-se em seis os óbitos registrados deste o início de surto, entre as 44 pessoas que deram entrada no hospital devido a doença.

No Hospital S. João, no Porto, estão internadas seis pessoas, quatro estão em enfermaria e duas na unidade de cuidados intensivos.

O Ministério Público (MP) anunciou a abertura de um inquérito para investigar as causas do surto, que se mantêm com origem desconhecida, tendo a Câmara de Vila do Conde confirmado que os técnicos das Delegações de Saúde locais já estão na região fazendo análises em várias estruturas fabris e comerciais

A doença do legionário, provocada pela bactéria 'Legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.


*notíciasaominuto

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