Conselho de secretários de Saúde pede que plano de vacinação adquira todas as vacinas contra Covid


O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) divulgaram ontem (5) uma nota em que defendem que o Plano Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, incorpore todas as vacinas com eficácia e segurança reconhecidas contra a Covid-19. 

No texto, os secretários afirmam que o recrudescimento da pandemia da Covid-19 no mundo e no Brasil faz com que "restrições ao número de fornecedores causem atrasos no acesso a vacina para grupos prioritários de risco."

“A falta da coordenação nacional, a eventual adoção de diferentes cronogramas e grupos prioritários para a vacinação nos diversos Estados são preocupantes, pois gerariam iniquidade entre os cidadãos das unidades da federação, além de dificultar as ações nacionais de comunicação e a organização da farmacovigilância, que será fundamental com uma nova vacina”, destaca a carta.

O Brasil, até o momento, aposta suas fichas principalmente na vacina produzida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a AstraZeneca, que tem gerado desconfiança na comunidade científica após confusão para divulgar eficácia. 

A farmacêutica Pfizer, que já vendeu na América Latina quase 60 milhões de doses da sua vacina contra a Covid-19, com eficácia de 95%, cobra uma resposta do governo brasileiro. A empresa diz que encaminhou uma proposta e aguarda um posicionamento oficial, mas, sem especificar o tempo, ressalta que "o prazo expira alguns dias".


*metro1

Nenhum comentário:

Postar um comentário