Boris Johnson diz haver evidência de que variante britânica do coronavírus tenha relação com mais mortalidade; especialista aponta 'incerteza'


A variante britânica do coronavírus, mais contagiosa, pode estar relacionada a uma maior mortalidade, afirmou nesta última sexta-feira (22) o primeiro-ministro Boris Johnson numa entrevista coletiva em Londres.

"Parece haver alguns indícios de que a nova variante, identificada pela primeira vez em Londres e no sudeste (da Inglaterra), pode estar associada a uma maior mortalidade", disse.

Dados foram avaliados por cientistas do grupo de assessores de novas ameaças virais e respiratórias, que passou as informações ao governo.

No caso de homens de cerca de 60 anos, a mortalidade no Reino Unido era anteriormente de 10 pacientes por 1.000 e, atualmente, estaria entre 13 e 14 por 1.000, explicou o principal conselheiro científico do governo britânico, Patrick Vallance.

No entanto, ele destacou que "há muita incerteza em torno desses números". "É preocupante que haja um aumento da mortalidade, assim como um aumento da transmissibilidade", afirmou.

A nova variante foi detectada pela primeira vez em setembro. Hoje ela predomina na Inglaterra e na Irlanda do Norte, além de ter se espalhado para ao menos 50 outros países.

Após se tornar em 8 de dezembro o primeiro país ocidental a lançar uma campanha de vacinação em massa contra a covid-19, o Reino Unido já vacinou 5,4 milhões de pessoas com as vacinas desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Oxford.

Até agora, as autoridades de saúde disseram que a variante não parecia mais mortal e que reagia corretamente às vacinas existentes.

"Todos os indícios atuais continuam demonstrando que as duas vacinas que usamos atualmente são eficazes tanto contra a antiga variante, como contra essa nova variante", afirmou Johnson nesta sexta-feira.

O governo de Johnson, muito criticado desde o início da pandemia por suas políticas na gestão da crise de saúde, agora coloca todas as suas esperanças na vacinação para encerrar seu terceiro confinamento a partir de março.


*G1

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