Lockdown é medida extrema, mas de efetividade científica comprovada, afirmam entidades médicas


A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (AMB) divulgaram nota conjunta sobre medidas de restrição de atividades não essenciais e lockdown durante o agravamento da pandemia de Covid-19. No texto, as entidades analisam que medidas restritivas podem ser necessárias e são eficazes.

A SBI e a AMB afirmam que países como EUA, Reino Unido e Israel já apontaram a solução: "adoção das medidas de prevenção por toda a população, em conjunto com a vacinação em massa da população".

"O que fazer se a vacinação no Brasil está lenta, a ponto de nem todos idosos terem sido vacinados e as medidas preventivas serem ignoradas por parte da população, que embora minoritária, dissemina o vírus SARS-CoV-2 para as pessoas de seu convívio social e familiar, que por sua vez lotam os Pronto Atendimentos e hospitais?" - nota conjunta da SBI e da AMB.

Na resposta, as entidades apontam que medidas restritivas são essenciais, e que elas devem ser proporcionais à realidade epidemiológica local, sendo tanto mais restritivas, podendo chegar ao lockdown, quanto mais grave é a carência de leitos hospitalares e a propagação do vírus na comunidade.

"Trata-se de uma medida extrema, mas de efetividade científica comprovada quando não há outras formas capazes de controlar a transmissão comunitária e reduzir rapidamente o número de novos casos e de óbitos." - nota conjunta da SBI e da AMB

Somente em situação crítica

De acordo com a nota, "o lockdown deve ser efetuado somente em algumas situações críticas e em alguns locais, e quando se fizer necessário, por um período determinado, com fiscalização rígida e punição a todos que desrespeitarem".

"Os cidadãos que se negam a praticar as medidas preventivas, tais como uso de máscara, higienização das mãos, distanciamento físico, permanecer em isolamento respiratório domiciliar quando acometidos pela doença e não participar de aglomerações são os grandes responsáveis pelas graves consequências sociais e econômicas que assola o nosso país de maneira contundente." - nota conjunta da SBI e da AMB.


*G1


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