Instituto Gamaleya acusa Anvisa de campanha de desinformação contra Sputnik V

Foto: Divulgação

O Instituto Gamaleya, responsável pela vacina Sputnik V, divulgou um comunicado nesta última sexta-feira (30) no qual acusa a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de fazer uma campanha de desinformação contra o imunizante russo.

Na segunda-feira (26), para justificar a recusa da importação de quase 30 milhões de doses da Sputnik V, a Anvisa citou como um dos principais motivos a presença de adenovírus replicantes (RCA) na vacina, o que poderia causar o surgimento de doenças. No entanto, o fabricante russo diz que não foi detectado adenovírus em nenhum dos lotes do imunizante. 

"O Instituto Gamaleya confirma que nenhum RCA foi detectado em nenhum dos lotes da vacina Sputnik V. Essa informação foi enviada para a Anvisa no dia 26 de março.", escrevem. 

Ainda de acordo com o comunicado, a Anvisa chegou a falar sobre a presença de adenovírus, sem realizar testes, mas se referindo ao limite de presença de adenovírus permitido pela regulação russa. 

"O Instituto Gamaleya esclareceu à Anvisa que o limite usado para controle de qualidade da Sputnik V é muito mais rigoroso do que o permitido pela regulação russa, e corresponde aos parâmetros mais rigorosos da regulação mundial", afirmam. 

Na quinta-feira (29), após os fabricantes russos anunciarem que iriam processar a Anvisa por difamação, a agência brasileira respondeu apresentando documentos, gravações de reuniões e um dossiê para defender sua decisão de não aceitar o pedido de importação emergencial da Sputnik V.

"Vacina tem que ser segura. Vacina tem que proteger, não pode causar nenhum dano", disse o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da agência, Gustavo Mendes, em coletiva de imprensa.

Também na quinta, o Instituto Gamaleya e o Fundo de Investimento Direto da Rússia, enviaram um documento à Anvisa em resposta aos pontos questionados pelo órgão regulador.


*Metro1

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