“Acho que ele é um psicopata”, dispara mãe do doutor Andrade contra o suspeito do crime

Foto: Álbum de família

Domitila Lopes Santana, 56 anos, já perdeu sete quilos desde a quinta-feira (27), quando chegou a Feira de Santana para acompanhar as investigações do desaparecimento do filho, o médico Andrade Lopes Santana, 32 anos. O corpo dele foi encontrado no dia seguinte no Rio Jacuípe, no município de São Gonçalo dos Campos. O também médico Geraldo Freitas de Carvalho Júnior, 32, foi preso suspeito de matar Andrade com um tiro na nuca e depois jogar o corpo, amarrado a uma âncora, no rio.

Foi justamente Júnior quem recebeu Domitila em Feira de Santana, foi até a delegacia para acompanhar as investigações e almoçou com ela. “Acho que ele é um psicopata. Matou meu filho covardemente. Não sei porque ele fez isso. No meu entender, ele deveria ficar preso. Deveria ter prisão perpétua. Se ele sair, vai matar muita gente”, disse Domitila ao Metro1.

No último sábado (29), ela chegou a dizer que perdoava Júnior, durante o sepultamento de Andrade na cidade de Araci, onde o médico morava e trabalhava. Mas os dias estão se passando e a dor da perda não cessa e as lembranças do encontro com Júnior não se apagam.

“Do jeito que ele me recebeu, me abraçou, fez tudo que uma pessoa inocente faria. Sentou na mesa com a gente para almoçar. Ficou inventando histórias, dizendo que queria Justiça, que tinha que achar quem matou Andrade. Ele é muito perigoso”, afirma Domitila.

Andrade chegou a Araci há cinco anos, em busca de remuneração melhor. Ele é natural do Acre e se formou em medicina na Bolívia. Domitila está resolvendo algumas pendências burocráticas antes de voltar para casa, mas já garantiu que pretende voltar à Bahia para o julgamento do ‘doutor Júnior’. “Quero que o povo da Bahia não esqueça do que ele (Júnior) fez com meu filho. No julgamento dele, quero vir para a Bahia”, diz.

A mãe de Andrade aproveitou para agradecer o trabalho da polícia e fazer um apelo para as instâncias judiciais. “Estou confiando na investigação, a polícia adotou minha dor. Sei que o promotor e o juiz vão adotar a minha dor. Tenho certeza que eles vão dar o sangue pela causa. Agradeço muito aos investigadores e ao delegado pelo belo trabalho”, declara.

A polícia Civil continua investigando o crime para descobrir a motivação e a possível participação de outras pessoas no assassinato.


*Metro1

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