Aval da Anvisa com restrições à Sputnik V atrasará ainda mais vacinação, diz Fábio Vilas-Boas

Foto: Paula Fróes/GOVBA

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou neste sábado (5) que, embora considere uma "vitória do bom senso", a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de limitar a importação de doses da vacina Sputnik V atrasará ainda mais o processo de imunização contra a Covid-19 no Brasil. Em decisão anunciada na sexta-feira (4), a agência informou que, inicialmente, o país só poderar adquirir 4 milhões de doses da Covaxin e outras 928 mil do imunizante russo — o que permitirá ao governo baiano utilizar somente 300 mil doses das 9,7 milhões já encomendadas.  

"Essa decisão é uma vitória do bom senso sobre o preciosismo tecno-burocrático. O voto do relator deixa claro que a preponderância das condições epidemiológicas se fez valer sobre as rigorosas exigências técnicas, que vínhamos apontando serem descabidas, no momento atual", escreveu o secretário em sua conta no Twitter.

"Pena que essa decisão venha tarde e ainda recheada de condicionantes que precisam ser 'observadas', o que atrasará ainda mais a vacinação maciça que precisamos no país. Parabéns ao Governador da Bahia, Rui Costa", acrescentou Vilas-Boas.

Pena que essa decisão venha tarde e ainda recheada de condicionantes que precisam ser observadas, o que atrasará ainda mais a vacinação maciça que precisamos no país. Parabéns ao Governador da Bahia @costa_rui e a todos os governadores que juntaram-se a essa batalha.

Na prática, a Anvisa autorizou que apenas parte do quantitativo de doses da vacina seja importada, em caráter excepcional, para ser utilizada dentro de um estudo de efetividade a ser seguido pelos estados requerentes. O uso da Covaxin foi aprovado dentro de condições semelhantes.

Também em publicação nas redes sociais, o governador Rui Costa (PT) lamentou as restrições impostas pela agência. Para ele, a quantidade de imunizantes liberados está "muito abaixo da real necessidade" diante do cenário de descontrole da pandemia no país.

Assinado em março, o acordo para a aquisição da Sputnik V faz parte de uma negociação do Consórcio Nordeste com o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia, que fornecerá o total 37 milhões de doses ao Brasil. 

No dia 26 de abril, a Anvisa rejeitou, por unanimidade, a importação e o uso do fármaco russo pelo Brasil. Um dos técnicos do órgão apontou “falta de documentação” e possíveis riscos do imunizante à saúde, dentre os quais a presença ou não de adenovírus com capacidade de replicação no corpo dos pacientes que receberem doses da vacina.


*Metro1

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