Fuja da fogueira: fumaça contribui para agravamento de quadros de Covid-19

Foto: Rede Globo/Arquivo

Você sabia que a fumaça impacta diretamente a saúde do paciente diagnosticado com covid-19? Antes da pandemia, as fogueiras já eram consideradas fatores de risco para quem tem problemas respiratórios, mas agora a importância de evitá-las se tornou ainda maior. Especialistas apontam a poluição do ar como responsável pela vulnerabilidade do pulmão principalmente nas pessoas com comorbidades. 

A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) revela que existe um risco duas a três vezes maior de infarto em pessoas expostas à poluição do ar por emissões de motores à combustão. A Socesp, no entanto, não levou em consideração o desencadeamento de implicações causadas pelo coronavírus no organismo. 

A fumaça de fogueira e dos fogos de artifício causam irritação nas vias aéreas e podem desencadear mecanismos biológicos que facilitam a infecção pelo vírus ou mesmo agravar o quadro de pacientes que já estejam infectados. Por isso, a fogueira e os fogos devem ser evitados no período junino em meio à pandemia.
Angelina Oliveira, especialista em saúde pública, chama a atenção para o fato de que a poluição atmosférica pode provocar ou agravar enfermidades do trato respiratório, como doença pulmonar obstrutiva crônica, rinite, pneumonia, asma e câncer de pulmão e está associada a acidente vascular cerebral (AVC), Parkinson, Alzheimer e infarto. 

“O mês de junho é um período mais propenso às doenças respiratórias devido ao tempo mais frio e ao aumento da umidade do ar, que faz com que as partículas em dispersão aérea fiquem mais tempo viáveis. Esse ambiente favorece a propagação do novo coronavírus”, explica Angelina Oliveira. 

Até pessoas que estão com um quadro leve de Covid-19 podem ficar vulneráveis a uma complicação por causa dos efeitos da fumaça, já que o vírus atinge o sistema respiratório. 


*iBahia

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