Variante Gama dribla anticorpos produzidos pela Coronavac, identifica estudo

Foto: Reprodução/ Jota

A vacina Coronavac tem a eficácia reduzida contra infecções com a variante Gama do coronavírus, cepa identificada pela primeira vez em Manaus, no Amazonas. A conclusão foi de um estudo feito por pesquisadores do Laboratório de Vírus Emergentes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Os pesquisadores também identificaram que a variante é capaz de escapar dos anticorpos produzidos após a infecção por outras cepas, o que facilita a reinfecção dos pacientes recuperados. As informação são de reportagem do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Os resultados do estudo foram apresentados pela primeira vez no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (ECCMID). O estudo completo foi publicado na revista científica The Lancet Microbe, na última quinta-feira (8).
Os cientistas analisaram a sensibilidade da variante Gama aos anticorpos neutralizantes presentes no plasma - porção líquida do sangue - de 53 pessoas vacinadas com a Coronavac, e outras 21 com histórico de infecção prévia pelo coronavírus.

O grupo foi dividido entre as pessoas que haviam recebido apenas uma dose (18 indivíduos) e os que receberam as duas (20), com amostras de soro coletadas entre 17 e 38 dias após a dose mais recente; e 15 indivíduos que receberam as duas doses como voluntários na fase 3 do estudo da vacina. O plasma desse segundo grupo foi coletado entre 134 e 230 dias após a segunda dose.

Entre os que haviam se recuperado da doença, foram encontradas altas quantidades de anticorpos que agem contra o vírus, mas não foram suficientes para neutralizar a variante Gamma. O mesmo resultado foi encontrado entre os imunizados com a Coronavac.


*Bahia Notícias

Nenhum comentário:

Postar um comentário