MPF destina madeira apreendida na Bahia a entidades e ao Parque Nacional da Chapada Diamantina

Foto: Divulgação/MPF

O Ministério Público Federal (MPF) promoveu uma atuação incomum na última quinta-feira (26), que resultou no transporte e doação da carga para duas entidades beneficentes e uma autarquia federal, situadas na região da Chapada Diamantina.

Com medo de perder 55 metros cúbicos de madeira amazônica apreendida na Bahia em função da exposição à chuva e ao sol, o MPF realizou o transporte. A operação foi iniciada nessa quinta-feira (26) e está prevista para ser concluída nesta sexta-feira (27).

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entidade pública responsável pela conservação do Parque Nacional da Chapada Diamantina, ficará com 50% da madeira. A intenção é usá-la na instalação de uma base para os brigadistas na região do Vale do Pati, na sinalização de trilhas no parque e na construção de móveis para sua sede em Mucugê. 
O restante da madeira será dividido entre a Associação Beneficente de Seabra – Lar do Vovô, que abriga mais de 30 idosos na cidade de Seabra, e a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do município de Ruy Barbosa.

O Lar do Vovô informou que pretende usar a madeira para reparar o telhado, que encontra-se em estado precário, causando dificuldades em oferecer conforto aos abrigados, principalmente no período de chuvas e de clima mais frio. Já a Apae informou que deve usar a madeira para realizar benfeitorias em sua sede. Em reunião com o MPF, todas as entidades se comprometeram a não comercializar o material doado.

De acordo com o MPF, a madeira, vinda do Acre para a cidade de Feira de Santana, havia sido apreendida em setembro de 2020, no município de Seabra, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em inspeção ao caminhão, a equipe da PRF suspeitou que o volume transportado era incompatível com o documento de origem florestal (DOF) apresentado pelo motorista – essencial para garantir que a madeira não é de origem ilegal. O fato foi confirmado pela Polícia Federal em laudo emitido em abril deste ano.


*Metro1

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